CNC lança campanha nacional e pede que PEC do fim da escala 6x1 não seja votada antes das eleições
Entidade entregou documento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, alertando para impactos em custos e empregos
Diante da pressão para que o Senado apresse a votação da proposta que extingue a jornada de trabalho 6x1, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) encaminhou pedido aos senadores para que a proposta não seja votada antes das eleições.
No documento endossado pelas suas 34 federações e sindicatos filiados e entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a CNC afirma que a mudança na jornada exige debate técnico e alerta para possíveis impactos sobre custos, pequenas empresas e empregos formais. A campanha nacional contra a votação antes das eleições da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 tem o lema: "A conta já está alta demais".
O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, avalia que "não se trata apenas de dizer 'sim' ou 'não' à escala 6x1, mas de pensar no futuro do trabalho e nos impactos para trabalhadores e empresas". Bohn também destacou a PEC 12, que defende mais liberdade para que o próprio trabalhador possa escolher como deseja trabalhar, com flexibilidade e direitos garantidos, além do valor da negociação coletiva. A importância da atualização dos limites do Simples Nacional também foi debatida.
Um estudo da Fecomércio-RS indica que, em termos de impacto no mercado de trabalho formal privado, o Rio Grande do Sul, com 7,25% das horas de trabalho impactadas, aparece em uma posição intermediária entre os estados brasileiros.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também projeta que a redução legal da jornada de trabalho teria impacto direto sobre praticamente toda a indústria brasileira. A estimativa é de que 97% das empresas do setor seriam afetadas. Hoje, 85% das indústrias adotam jornada de 44 horas para empregados ligados diretamente à linha de produção, enquanto 12% operam com jornadas entre 40 e 44 horas. O setor industrial se posiciona majoritariamente contra mudanças impostas por lei. 73% das empresas rejeitam a redução da jornada de 44 para 40 horas.

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