Temporal atinge 71 municípios no RS e deixa dois mortos, feridos e milhares de casas danificadas
As chuvas intensas, o granizo e os ventos fortes dos últimos dias já causaram danos em 71 municípios do Rio Grande do Sul, segundo balanço da Defesa Civil estadual divulgado nesta terça-feira. O levantamento aponta duas mortes, seis feridos, além de desalojados e desabrigados em várias regiões.
Nas últimas seis horas, os maiores volumes de chuva foram registrados em Porto Vera Cruz, com 47 mm, e Marau, com 40,8 mm. A rajada de vento mais intensa foi em Palmares do Sul, com 54,4 km/h, seguida por Torres (49,7 km/h), Morrinhos do Sul (45,6 km/h), Capão da Canoa (45 km/h) e Arambaré (43,8 km/h). Ventos acima de 40 km/h também foram registrados em Cambará do Sul, Encantado e General Câmara.
Municípios mais afetados
Ametista do Sul está entre os casos mais graves, com 1,5 mil residências danificadas por tempestade de granizo. Cerca de mil famílias buscaram ajuda e 20 pessoas estão desalojadas.
Em Três Palmeiras, o granizo atingiu cerca de mil casas, em áreas urbanas e rurais. O balanço aponta 639 residências afetadas, três escolas atingidas e três feridos.
Em Iraí, aproximadamente 800 residências tiveram danos nos telhados. Em Planalto, cerca de 500 casas, três escolas e um posto de saúde foram atingidos, com uma pessoa ferida ao subir no telhado para reparos.
Outros municípios com prejuízos expressivos são Redentora (cerca de 400 telhados danificados), Liberato Salzano (350 residências), Caiçara (300), Quaraí (287 casas e sete desalojados), Paim Filho (250) e Canela (197).
Mortes e impactos
As duas mortes ocorreram na última semana. Em Arroio Grande, um carro com duas pessoas foi arrastado para um arroio — o condutor conseguiu sair e foi hospitalizado, mas o passageiro morreu. Em Porto Alegre, a queda de uma árvore sobre uma residência matou uma criança e deixou uma pessoa ferida.
A Defesa Civil registra ainda 27 desalojados em Antônio Prado, 13 desabrigados em Pelotas, sete desalojados em Quaraí e sete em Barão, além de ocorrências em Rio Pardo, Santa Cruz do Sul e Sobradinho.
Os temporais também causaram bloqueios de estradas e pontes, alagamentos, quedas de árvores e movimentos de massa. Na maioria das cidades, o principal dano foi causado pelo granizo, que atingiu centenas de telhados.
Concurso leiteiro da Expointer 2026 premia vacas Holandesa e Jersey e termina com tradicional banho de leite
Uma das atrações mais tradicionais da Expointer foi realizada no final da tarde desta terça-feira no Pavilhão do Gado Leiteiro do Parque Assis Brasil, em Esteio. Organizado pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) e pela Associação de Criadores de Gado Jersey (Jersey RS), o concurso reconheceu as vacas com as ordenhas mais produtivas do dia.
Na raça Holandesa, os vencedores na categoria vaca adulta foram os expositores Paulo, Diogo e Diego Ferraboli, da Cabanha Granja Ferraboli, de Anta Gorda, com a vaca Festeleite P. Ferraboli 407 Supersire, que produziu 85,27 quilos de leite.
Na categoria vaca jovem da Holandesa, o título ficou com Marcelo Bruchez e Grasiela Weber, da Granja Bruchez, de Barão, com Sta Clara C. Valandro 110 Flashback, com produção de 93,10 quilos.
Na raça Jersey, dois títulos foram conquistados pela expositora Carmen Peterson Dias da Costa, da Cabanha Ventana, de Boa Vista do Incra. A vaca Ignea Woodrow da Ventana 2429 produziu 73,25 quilos na categoria adulta e Lealdade Chief da Ventana 2327 produziu 57,02 quilos.
"Tínhamos expectativa de vitória na vaca adulta e conquistamos o título das duas categorias. As conquistas são resultantes de 39 anos de trabalho", afirmou o criador Fernando Mocellin, sobre os cuidados com as campeãs Jersey.
Paulo Ferraboli também comemorou: "Em 2023 e 2024, a vaca Festeleite P. Ferraboli 407 Supersire venceu dois concursos na Expointer e dois na Fenasul Expoleite. E agora vence de novo".
O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou que "nenhuma genética consegue se expressar sem dedicação, trabalho e tecnologia", e que são "vacas morfologicamente corretas e com alta produção. O banho de leite é um ato significativo".
O presidente da Jersey RS, Vener Ebert Enns, ressaltou o bem-estar animal: "Uma vaca, sem bem-estar animal, não conseguiria esta produção em plena Expointer".
O Sindilat/RS participou do evento e doou 1.000 litros de leite para a Prefeitura de Esteio, destinados a famílias em vulnerabilidade social. "Premiamos os que se destacam na produção e temos a oportunidade de ajudar com a doação de leite", disse o presidente Guilherme Portella dos Santos, explicando que o leite usado no banho é de descarte, misturado com água morna.
Inter inaugura estátua de Abel Braga no Beira-Rio no dia do aniversário de 74 anos do ídolo
O Inter inaugurou na tarde desta terça-feira, 1º, a estátua em homenagem a Abel Braga no Beira-Rio. A cerimônia reuniu dezenas de torcedores, dirigentes e ex-dirigentes no espaço ao lado do monumento de Fernandão e em frente ao Museu do Inter.
A homenagem coincidiu com o aniversário de 74 anos de Abel, atual coordenador-técnico do clube e com oito passagens como treinador do Colorado. Ele foi o único a discursar. O presidente Alessandro Barcellos esteve presente, mas teve participação discreta.
Em discurso de poucos minutos, Abel destacou a identificação com o clube. "Esta estátua não é só minha. É de todos os jogadores que suaram junto comigo e de todos os torcedores, que nunca largaram a minha mão", afirmou. Ao encerrar, completou: "Obrigado, Inter. Agora, vou morar para sempre no Beira-Rio".
A história de Abel com o Inter começou em 1988. A passagem mais marcante foi em 2006, quando comandou o time nos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes. Em 2025, voltou à casamata nas duas últimas rodadas do Brasileirão e ajudou o clube a evitar o rebaixamento.
Com a inauguração, Abel passa a ter um espaço permanente no Beira-Rio ao lado de outro dos maiores ídolos da história colorada, Fernandão.
Após 26 anos de carreira, dupla gaúcha Claus e Vanessa faz turnê no Havaí e relança hit "Never Loved"
Com 26 anos de carreira, a dupla gaúcha Claus e Vanessa vive uma nova fase marcada por projetos autorais e expansão internacional. Os artistas acabam de retomar "Never Loved", lançada originalmente em 2017. Cantada majoritariamente em espanhol, com trechos em inglês, a faixa ganha agora um novo momento, em um cenário musical mais conectado à sua proposta.
Paralelamente ao relançamento, a dupla desenvolve o projeto "Almanaque", uma experiência musical e afetiva que revisita memórias, histórias e canções que atravessaram gerações.
Na primeira quinzena de setembro, Claus e Vanessa estão no Havaí para uma agenda de shows e entrevistas. O retorno ao arquipélago acontece 13 anos após a última passagem por lá. A relação com o exterior não é nova: "Summer Love" teve destaque em rádios da Europa e levou a dupla a se apresentar em Portugal.
A ligação com o Havaí tem história pessoal. "Eu morei no Havaí em 2001, logo que começamos a dupla, e a Vanessa iria para lá me fazer companhia. Só que o visto dela foi negado. Aí em 2012/13, fomos de novo juntos e foi a realização do sonho", conta Claus. "A gente casou lá, foi o Butch Helemano quem nos casou em uma cerimônia polinésia. Virou clipe e a música 'O Som do Mar'. Aí a carreira fez várias voltas e agora o Havaí chamou. A frase oficial é que o Havaí te chama e por alguma razão, ele nos quer por lá", completa Vanessa.

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