Caixa lança Pix parcelado em até 12 vezes para pessoa física

 


A Caixa Econômica Federal passou a oferecer aos clientes pessoa física a possibilidade de parcelar transferências e pagamentos feitos por Pix. A nova funcionalidade foi anunciada nesta quinta-feira (3) e está disponível para transações realizadas diretamente no App Caixa.

A opção funciona por meio de contratação de crédito no momento da transação. O banco já disponibiliza outras ferramentas como Agendamento Pix, Pix Automático e Pix por Aproximação via Google Pay.

Para clientes com limite disponível, os valores para contratação variam entre R$ 300 e R$ 50 mil, com prazo de pagamento de até 12 meses e taxas de juros conforme o relacionamento com o banco. As condições estão disponíveis no aplicativo, e é necessário estar com a versão mais recente instalada para concluir a operação.

Segundo a Caixa, antes da confirmação o cliente visualiza informações sobre taxa de juros, valor das parcelas, Custo Efetivo Total (CET) e IOF, podendo avaliar o impacto no orçamento. "A disponibilização da linha de crédito ocorre mediante análise de risco realizada pela Caixa e depende da existência de limite disponível para contratação", informou o banco.

Clientes que ainda não têm a opção habilitada podem manter os dados cadastrais atualizados e utilizar regularmente os produtos e serviços da Caixa para ampliar o relacionamento e destravar a funcionalidade em avaliações futuras, conforme os critérios de crédito.

"O Parcelar Pix amplia o acesso a soluções financeiras digitais integradas, combinando conveniência, transparência e uso consciente do crédito. Na prática, o recebedor terá acesso ao valor integral da operação de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o desembolso de acordo com sua capacidade financeira", afirmou a Caixa.




Solo saudável é apontado como chave para produtividade na Expointer



Diante de estiagens sucessivas e fenômenos como o El Niño, o manejo e a saúde do solo ganham centralidade no agronegócio gaúcho. O tema "Produção sustentável e manejo de solos" encerrou a série Correio Rural Debates, promovida na Casa do Correio do Povo no Parque Assis Brasil, em Esteio, dentro da programação da 49ª Expointer.

Com mediação do jornalista Leandro Mariani Mittmann, o debate reuniu o pesquisador Tiago Hörbe, da CCGL; o presidente do Senar-RS, Eduardo Condorelli; o engenheiro agrônomo Muça El Hatal, da Águia Fertilizantes; e o engenheiro florestal Jackson Brilhante, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e coordenador do Comitê Gestor do Plano ABC+RS.

Condorelli destacou que a transmissão de conhecimento técnico ao produtor é complexa por envolver ciência, mas que o cenário climático recente facilitou a adesão ao tema. "As características da agricultura do Rio Grande do Sul, particularmente nos últimos anos, com a intensificação dos processos de estiagem, têm nos permitido maior facilidade ou maior adesão à discussão sobre o perfil de solo do que tínhamos de 2010 a 2020, quando as condições climáticas foram favoráveis", afirmou.

Segundo ele, a estruturação do solo pode amenizar perdas em anos secos. "Não estamos imaginando que o produtor vá ter, exclusivamente por conta disso, uma produtividade de 100 sacos por hectare. Mas precisamos conferir o nosso processo produtivo, para que, diante da adversidade, se possa pelo menos entregar um piso produtivo suficiente para cobrir a totalidade dos custos. O primeiro passo para ganhar é parar de perder."

Hörbe abordou o papel da pesquisa na validação de práticas e no desenho de sistemas produtivos, identificando problemas como acidez e compactação ligados às culturas utilizadas. Ele citou dados da safra 2019/2020, primeira de uma sequência de quebras: propriedades com bom manejo tiveram média de 48 sacos por hectare, enquanto talhões com falhas de manejo, compactação, falta de correção de acidez e ausência de rotação produziram 35 sacos.

Brilhante destacou o carbono como elemento central para a resiliência do solo. "Com a cobertura permanente do solo, diversificação, rotação de culturas, você vai aumentar algo que é do ponto de vista de sustentabilidade muito importante. Quando a gente está falando de melhorar a infiltração de água no solo, é o carbono que faz isso", explicou. Segundo ele, o plantio direto mantido por mais de 30 anos pode sequestrar cerca de 1 tonelada de carbono por hectare. "E esse carbono vai ajudar a produtividade. Produtividade e sustentabilidade não são excludentes." O desafio, acrescentou, é manter cobertura permanente com retorno econômico, avançando na rotação de culturas.

Muça El Hatal reforçou que fertilidade não se resume a adubos, mas a um manejo global que evite a compactação. "O produtor, por dificuldade com clima ou financeira, acabou perdendo o foco do plantio direto, que é a palhada, é proteger o solo, manter coberto, sem ação da chuva, sem ação dos raios solares, incorporar matéria orgânica ao solo. E isso tudo é a fertilização", disse. Para ele, a fertilização se soma a práticas de agricultura regenerativa, com soluções que reduzem químicos e utilizam micorrizas e microbiologia do solo de forma menos agressiva e com custo potencialmente menor.



Lula quebra silêncio sobre crise no STF, defende apuração geral e fala em reforma do Judiciário



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quebrou o silêncio sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) desencadeada após o ministro André Mendonça avançar em investigação sobre as relações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em vídeo gravado no Palácio do Planalto, Lula defendeu reforma no sistema político e Judiciário e disse que todos devem ser investigados, "doa a quem doer".

"Fica claro que o nosso sistema político e Judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade", declarou.

Lula classificou o caso envolvendo o Banco Master como "maior roubo da história do Brasil" e afirmou que Vorcaro possui relações com "gente muito poderosa". Ao tentar se afastar da crise, disse que foi em seu governo que o banqueiro foi preso e teve o banco liquidado.

O presidente também criticou o que chamou de vazamentos seletivos e disse esperar que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente do STF, ministro Edson Fachin, conduzam as apurações preservando a integridade das instituições.

"Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem o processo garantindo a integridade e a confiança nas investigações", afirmou.

A crise ganhou novos contornos após o Estadão revelar que Moraes editou uma versão do contrato de R$ 131 milhões para o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, prestar serviços ao Banco Master. Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostraram que Vorcaro procurou Moraes para tentar reverter sua situação jurídica antes de ser preso, em novembro do ano passado, questionando sobre possível ajuda do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do PGR, Paulo Gonet.

Segundo a investigação, o banqueiro liberou cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os dois filhos do ministro, a pedido do escritório de Viviane, e fez contrato para que ela se tornasse sócia de aeronaves dele.

Na terça-feira, 1º, Mendonça retirou o sigilo e tornou públicos detalhes da investigação da PF sobre a relação entre Vorcaro e Moraes. Como resposta, nesta quinta-feira (3), Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news, por suposto abuso de autoridade, e solicitou providências a Fachin.



Fachin cobra explicações de Moraes, Mendonça, PGR e PF em cinco dias sobre caso Master



O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça prestem esclarecimentos sobre os fatos relacionados ao relatório da Polícia Federal que expôs a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Também deverão se manifestar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O prazo é de cinco dias úteis.

Antes da decisão, Fachin autuou o relatório da PF como petição no STF. O presidente da Corte quer esclarecer pontos específicos antes de decidir se leva o caso ao plenário. Mendonça, relator das fraudes envolvendo o Banco Master e responsável por divulgar o documento da PF, pediu que Fachin inclua os indícios contra Moraes na pauta para que os ministros votem se abrem ou não inquérito contra o colega.

"Cabe à presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório", escreveu Fachin.

O presidente do Supremo afirmou que surgiram dúvidas a partir do parecer da PGR que recomendou o arquivamento do relatório e a nulidade das provas. Entre os pontos que quer ver esclarecidos, estão se há indícios de que algum investigado teve acesso indevido às apurações durante seu curso e como se chegou às pessoas mencionadas na investigação.

A decisão foi divulgada logo após Moraes informar que incluiu Mendonça no inquérito das fake news. O ministro será investigado por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Segundo Moraes, Mendonça agiu "por motivos pessoais e políticos" ao supostamente direcionar a PF para obter informações contra ele.




Moraes pede a Fachin que investigue Mendonça no inquérito das fake news por quebra de imparcialidade



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um despacho com "indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade" atribuídos ao ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.

A petição, de 20 páginas, cita o artigo 102 da Constituição Federal, o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e o artigo 5º do Regimento Interno do STF para pedir providências contra Mendonça, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão.

Na decisão proferida no âmbito do inquérito das fake news, Moraes apontou quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos, incluindo o direcionamento das investigações para ele próprio e para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), "por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal".

Conforme a Folha de S.Paulo, o despacho menciona "indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial", com direcionamento temático de intensidade progressiva na linha investigativa.

A acusação se apoia em relatório de inteligência da Polícia Federal. De acordo com o Estadão, o documento registra que Mendonça "denota interesse no início de investigação formal" contra Moraes e "solicitou mais de uma vez que a equipe de investigação encaminhasse alguma provocação a ele nesse sentido".

Moraes também acusou Mendonça de "usurpação na direção das investigações das autoridades policiais" e de conduzir de forma irregular tratativas de eventual colaboração premiada. O despacho atribui ao colega a "determinação de medidas administrativas que afastaram a observância da cadeia de custódia" e prejudicaram a produção probatória.

O pedido foi feito dois dias depois de Mendonça levantar o sigilo de relatório da PF com mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, conteúdo revelado pelo Estadão. Na mesma decisão, o relator do caso Master sinalizou que levaria ao plenário a possibilidade de investigar o colega.

Aberto em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, o inquérito das fake news segue sem previsão de conclusão e tem Moraes como relator.

A decisão foi encaminhada a Fachin para que ele tome as "providências que entender necessárias".





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