Putin se reúne com enviados dos EUA para discutir guerra na Ucrânia
Presidente russo recebeu Steve Witkoff e Jared Kushner para tratar de plano de paz antes de visita a Kiev.
O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se neste sábado com os enviados dos Estados Unidos Steve Witkoff e Jared Kushner, com o objetivo de discutir um plano para encerrar mais de quatro anos de guerra na Ucrânia, antes de eles viajarem pela primeira vez a Kiev.
Rússia e Ucrânia prometeram não atacar as capitais adversárias por três dias, enquanto durarem as negociações, no momento em que Washington tenta retomar as conversas para solucionar o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Putin agradeceu ao colega Donald Trump por "não desistir" de tentar acabar com a guerra – lançada pela Rússia em 2022 –, apesar de não se tratar de algo "simples". Ataques russos contra a Ucrânia mataram sete pessoas neste sábado, segundo autoridades ucranianas. O Kremlin afirmou que não atacará Kiev a partir da meia-noite de hoje.
Trégua e visitas diplomáticas
Zelensky, que propôs ontem uma trégua durante as visitas, disse que conversou com os enviados americanos e prometeu não atacar Moscou.
"Até o fim do sábado, assim como no domingo e na segunda-feira, a Ucrânia está disposta a se abster de ataques contra Moscou", publicou em suas redes sociais.
Esta será a primeira vez que Witkoff e Kushner vão visitar Kiev desde que Trump iniciou seu segundo mandato, no ano passado. Viajar de avião à capital ucraniana seria uma medida incomum, uma vez que o espaço aéreo ucraniano está fechado desde 2022. Os líderes que visitam o país têm usado o trem como meio de transporte.
Os enviados devem chegar a Kiev amanhã, indicou à AFP um funcionário do alto escalão ucraniano. Segundo Trump, eles vão tentar avaliar se é possível alcançar a paz. "Temos uma ideia para a paz", disse o presidente americano.
Cenário de escalada
A visita rara que o diretor da CIA, John Ratcliffe, fez a Moscou na semana passada gerou especulações. Segundo o Kremlin, ele se reuniu com os serviços de inteligência russos, um deslocamento que Trump descreveu como "semirotineiro".
O impulso diplomático renovado acontece no momento em que Rússia e Ucrânia se enfrentam com ataques de mísseis e drones de longo alcance, o que aumentou o número de vítimas civis a níveis que não se repetiam desde o começo dos combates.

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