Eco e os imbecis, por Juremir Machado da Silva
Umberto Eco é um monstro da erudição. Publicou alguns best-sellers mais cultos do mundo, entre os quais “O Nome da Rosa”, com passagens em latim. Quando eu fazia o curso de Umberto Eco no Colégio da França, em Paris, fiz uma entrevista com ele. Quis saber a razão de tanta dificuldade nos seus livros. Ele respondeu na bucha que, para sentir prazer, o leitor precisa carregar pedras. Gostei. E pulei as partes que não compreendi. Anos depois, fui à casa de Umberto Eco em Milão. Levei comigo meu amigo professor da USP Clóvis de Barros Filho. Ofereci, como intermediário, 150 mil dólares para Eco vir ao Brasil. Ele recusou. Explicou que os jornalistas brasileiros são muito chatos e não o deixariam em paz . Algo assim. Sem vaselina. O homem é fogo. Recentemente ele soltou uma verdade paradoxal: as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis. Irrefutável. Eco lamentou que agora idiotas têm o mesmo direito à expressão que prêmio Nobel. O problema é que tem Prêmio Nobel idiota. Outro d...