Grêmio apresenta o croata Filip Krovinović: "O clube é gigante e não merece essa situação"
O Grêmio oficializou nesta terça-feira (04) a contratação do meia croata Filip Krovinović, de 30 anos. O jogador, que estava no futebol europeu, assinou contrato até dezembro de 2028 e vestirá a camisa 8 do Tricolor.
A contratação foi um pedido direto do técnico Luís Castro. Os dois já trabalharam juntos na temporada 2016/2017, no Rio Ave, de Portugal, e a confiança do treinador foi decisiva para o acerto.
Em sua primeira entrevista como gremista, falando em bom português com sotaque europeu, Krovinović mostrou que conhece o momento do clube.
"Sei que o Grêmio não está em uma boa situação. Mas esse clube, que é gigante, não merece isso. Já joguei em equipes com muita pressão. Não tenho problema com isso", afirmou.
Versátil, o meia se colocou à disposição para atuar onde for necessário:
"Faço qualquer posição do meio-campo, mas já joguei também de extrema. A posição que o Mister quiser que eu jogue, eu vou jogar. Gosto de ter a bola, de dar o ritmo do jogo. Correr até o último minuto, defender."
Krovinović ainda não está inscrito na Copa do Brasil, mas já treina com o grupo e a expectativa é que fique à disposição para o jogo do fim de semana pelo Brasileirão.
Com passagens por Benfica, Rio Ave, West Bromwich e Nottingham Forest, além das seleções de base da Croácia (Sub-19 e Sub-21), o meia era cotado para a Copa do Mundo de 2018, mas ficou fora após romper o ligamento cruzado anterior (LCA) em janeiro daquele ano.
Inter reconhece dívida com Delcir Sonda, mas briga na Justiça por valor: R$ 33 milhões contra R$ 60,5 milhões cobrados
O Internacional admite que tem dívida com o empresário Delcir Sonda, mas contesta na Justiça o valor cobrado. Enquanto as empresas ligadas ao investidor cobram R$ 60,5 milhões em quatro ações judiciais, o clube sustenta que o débito real é de cerca de R$ 33 milhões.
As ações já geraram ordens de penhora, mas as tentativas de bloqueio de recursos nas contas coloradas não encontraram valores relevantes até agora.
A origem da dívida está dividida em dois momentos. Duas das ações são da contratação de D'Alessandro, em 2008. Na época, empresas de Sonda bancaram parte da operação para trazer o argentino ao Beira-Rio, em um negócio avaliado inicialmente em cerca de 3 milhões de euros por 50% dos direitos. Segundo o empresário, o valor nunca foi quitado.
As outras duas cobranças são de empréstimos feitos em 2018, no primeiro ano do Inter de volta à Série A. Foram dois aportes para reforço de caixa: um de R$ 10 milhões e outro de R$ 2,6 milhões. Com o não pagamento, os valores passaram a ser cobrados judicialmente com juros e correção.
Nos bastidores, o Inter não nega o passivo, mas discorda dos cálculos que quase dobraram a dívida. Segundo apurado pelo Correio do Povo, em outubro do ano passado houve até uma tentativa de acordo. Em reunião com a presença do próprio Sonda, um executivo e um advogado, as partes teriam chegado a um entendimento para pagamento dos R$ 33 milhões defendidos pelo clube.
O acordo, no entanto, não avançou. No início deste ano, o empresário entrou com as quatro ações de cobrança que agora tramitam na Justiça.
Vulcão de Fogo entra em erupção na Guatemala e força evacuação de 1,7 mil pessoas
O Vulcão de Fogo, o mais ativo da América Central, entrou em erupção e provocou a evacuação de cerca de 1,7 mil pessoas nesta terça-feira (4), na Guatemala. Localizado a 35 km da capital, o vulcão de 3.763 metros de altitude intensificou sua atividade desde segunda-feira (3), com rios de lava, rochas incandescentes e colunas de cinzas que superaram 7 mil metros de altura.
Apesar da queda na incandescência durante a tarde, as autoridades ampliaram as evacuações e abriram cinco abrigos. O país está em alerta vermelho — nível máximo — nos departamentos de Sacatepéquez, Chimaltenango e Escuintla, onde vivem cerca de 1,6 milhão de pessoas. Outras 29 mil estão diretamente expostas à queda de cinzas.
A Coordenação Nacional para a Redução de Desastres (Conred) manteve ainda o alerta laranja em todo o país, suspendeu aulas em três municípios próximos à cratera e orientou o uso de máscaras e a proteção de água e alimentos.
"Já nos acostumamos a ter o vulcão sempre ativo, mas agora foi demais", disse Sonia Vásquez, de 50 anos, abrigada em um salão comunitário em San Juan Alotenango.
Morador de El Porvenir, Alejandro García contou que o alerta veio de madrugada: "À noite deram o alerta para evacuar. Saímos correndo com medo".
O diretor do Instituto Nacional de Vulcanologia, Edwin Rojas, alertou que a crise não deve acabar tão cedo. "Nas próximas horas, o comportamento pode permanecer igual ou mudar, mas não vai parar da noite para o dia", afirmou. Segundo os técnicos, a erupção lançou uma fonte de lava de 200 a 300 metros acima da cratera e espalhou cinzas a até 130 km a oeste, com risco para saúde, agricultura e animais.
O aeroporto da Cidade da Guatemala segue operando e a rodovia de acesso a Antigua, principal ponto turístico do país, foi reaberta.
O medo ainda é marcado pela tragédia de 3 de junho de 2018, quando o mesmo vulcão destruiu comunidades inteiras, matando 215 pessoas e deixando outras centenas desaparecidas.
"Se houvesse a possibilidade de mudar de casa, seria melhor, porque a gente fica com esse medo de que, como o vulcão não avisa, de repente começa a entrar em erupção", desabafou Lidia Ortiz, 40 anos, também em abrigo de Alotenango.



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