Lesão de Tetê abre espaço e Jovane Cabral deve ser titular do Grêmio contra o Mirassol
Com a lesão muscular de Tetê, Jovane Cabral é o favorito para começar como titular do Grêmio no reencontro com o Mirassol, nesta quarta-feira, na Arena, pela Copa do Brasil.
No jogo de domingo, quando Tetê sinalizou que não tinha mais condições de seguir no segundo tempo, o técnico Luís Castro optou por Jovane, e não por Enamorado ou Pavon, que voltou a ficar como opção no banco.
Se confirmado, será a primeira vez que o atacante africano inicia uma partida como titular com a camisa tricolor.
Para o duelo, Castro tem o desfalque de Tetê, mas contará com o retorno de Kannemann. O zagueiro argentino cumpriu suspensão no domingo e foi substituído por Wallace, que atuou ao lado de Gustavo Martins.
O treinador português comanda na manhã desta terça o último treino para definir a equipe que tentará a primeira vitória da história contra o Mirassol. Além da Copa do Brasil, os times já se enfrentaram por Séries A e B do Brasileirão. No único confronto em Porto Alegre no ano passado, o Grêmio, então comandado por Mano Menezes, perdeu por 1 a 0.
Venezuela registra mais de 6 mil mortos após terremotos de junho, diz Parlamento
O número de mortes provocadas pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela no dia 24 de junho chegou a 6.125, segundo balanço oficial divulgado nesta segunda-feira, 3, pelo presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.
O balanço anterior, divulgado em 24 de julho, apontava 5.546 mortos. Os tremores tiveram magnitude de 7,2 e 7,5 e provocaram o colapso de pelo menos 190 edifícios, de acordo com dados oficiais.
La Guaira, estado vizinho a Caracas, foi o mais afetado. Dezenas de famílias ainda buscam por desaparecidos na região. Segundo o governador de La Guaira, José Alejandro Terán, em declarações à imprensa local, cerca de 1.400 pessoas seguem desaparecidas.
Governo da Espanha atribui onda migratória em Ceuta a desinformação e ação de grupos reacionários
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, afirmou que houve uma coordenação da "internacional reacionária" na onda de desinformação que levou milhares de pessoas, no Marrocos, a tentar entrar no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África.
Em entrevista à RTVE nesta segunda-feira, 3, o chanceler disse que houve uma amplificação rápida do episódio nas redes sociais, com disseminação de notícias falsas sobre a integridade do Espaço Schengen e sobre as ações do governo espanhol.
"Houve também uma resposta sincronizada da internacional reacionária, que amplificou muito rapidamente o que estava acontecendo e espalhou mentiras e notícias falsas sobre a integridade do Espaço Schengen e sobre as ações da Espanha", afirmou.
Segundo Albares, houve uma atividade "muito inusual" nas redes que distorceu uma decisão do Supremo Tribunal da Espanha. A Corte alterou regras para lidar com imigrantes irregulares que chegam a nado, proibindo a deportação sumária.
Para o ministro, a decisão foi usada para espalhar a informação falsa de que seria possível imigrar para a Espanha sem risco de deportação.
"Precisamos monitorar as redes sociais e combater a desinformação, que tem sido o elemento-chave para desencadear esse movimento sem precedentes. A reação que temos visto nas redes sociais por parte do movimento reacionário internacional precisa ser combatida de forma clara", disse.
Durante a entrevista, Albares cobrou solidariedade da Europa, lembrando que Ceuta e Melilla são as únicas cidades da União Europeia com fronteira terrestre com a África, e criticou a Itália, que tem defendido a expulsão da Espanha do Espaço Schengen.
O episódio em Ceuta vem sendo usado para defender políticas mais rígidas contra a imigração na Europa. O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a responsabilizar políticas espanholas por "facilitar a imigração ilegal em massa para a Europa".
Houve ainda tensão com Israel. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, chamou Ceuta e Melilla de "enclaves coloniais na África". A encarregada de Negócios de Israel na Espanha, Dana Erlich, afirmou depois que o comentário "não representa a posição do Estado de Israel".
O governo espanhol tem acumulado atritos com Washington e Tel Aviv por se opor à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e por criticar as ações de Israel nos territórios palestinos.



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