Mesmo após veto do PP, Tereza Cristina ainda vê chance de ser vice de Flávio Bolsonaro
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (3) que ainda acredita em negociação para compor como vice a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, apesar do veto do seu partido.
"Tem, até a hora final, tem espaço. Tem ainda dois dias, mas eu acho que a chance hoje diminuiu bastante", disse a senadora em conversa com jornalistas na Fiesp, em São Paulo.
Na semana passada, Tereza havia aceitado o convite de Flávio, que chegou a anunciar o nome. Horas depois, a direção nacional do PP vetou a composição e declarou neutralidade na corrida presidencial.
"O Progressista, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral. Diante disso, reiteramos a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela nossa líder no Senado Federal, senadora Tereza Cristina", afirmou o partido.
Flávio disse que respeita a decisão, mas que insistirá: "Óbvio que eu respeito, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca".
O nome de Tereza já havia sido cogitado em julho, quando o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que ela preferia apostar na reeleição ao Senado. A senadora mudou de posição na semana passada.
Mesmo com eventual liberação do PP, a composição dependeria também do União Brasil, já que PP e União integram uma federação partidária e precisam ter a mesma orientação na disputa presidencial. O União Brasil também tem sinalizado neutralidade.

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