RS terá quarta-feira abafada e com chuva irregular; temporal é esperado entre quinta e sexta
O ar quente e úmido segue atuando sobre o Rio Grande do Sul. A quarta-feira será de muitas nuvens em todo o estado, com aberturas de sol ao menos temporárias em algumas regiões.
Há chance de chuva em diferentes momentos do dia na maior parte do território gaúcho, porém de forma irregular e mal distribuída, com volumes baixos na maioria das áreas. Da tarde para a noite, pontos isolados podem registrar pancadas fortes com trovoadas e baixo risco de temporal com vento ou granizo.
Em Porto Alegre, a máxima deve chegar a 24ºC.
A MetSul Meteorologia alerta para grande perigo de tempo severo da tarde para a noite de quinta-feira e no começo da sexta-feira, com a chegada de uma frente fria que vai provocar virada no tempo e na temperatura.
El Niño se intensifica
O El Niño segue se intensificando e já atinge ao menos forte intensidade pelos dois critérios da NOAA, a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos.
Pelo Índice Oceânico Niño (ONI), que mede a anomalia de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Centro-Leste, o índice chegou a +2,3ºC. O valor é classificado como de muito forte intensidade, conhecido como Super El Niño, cujo patamar mínimo é de +2ºC.
Pelo novo critério, o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI), a anomalia é de +1,5ºC, valor mínimo da categoria de forte intensidade.
Nos registros modernos do ONI, nunca o patamar de Super El Niño havia sido atingido tão cedo — neste ano, foi alcançado ainda na semana de 8 de julho. A previsão segue indicando que o El Niño deve atingir seu pico no fim do ano e pode ter intensidade jamais vista nos tempos modernos, em pelo menos 150 anos de observações.
Planalto acusa EUA de interferência eleitoral e repudia revogação de visto de embaixadora em Washington
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, de tentar interferir nas eleições presidenciais brasileiras e repudiou a decisão do Departamento de Estado norte-americano de revogar o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti.
Em nota divulgada na noite desta terça-feira, 4, a Presidência afirmou que a medida foi justificada com base em premissas falsas e que faz parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas".
"Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente", diz o comunicado.
Segundo o Palácio do Planalto, o Departamento de Estado alegou que o Brasil estaria retardando a concessão do agrément — a aprovação formal — para o nome indicado por Trump para a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez, e condicionou a devolução do visto de Viotti à liberação do diplomata.
O governo brasileiro afirmou que o processo de concessão de agrément é confidencial e que o nome só deveria vir a público após a anuência, conforme o artigo 4º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O Planalto disse que os EUA anunciaram publicamente o candidato antes de apresentar o pedido formal e que não há prazo estipulado na Convenção para a concessão, ressaltando que o pedido ainda está em análise.
A nota também afirma que o Itamaraty negou visto a dois funcionários do governo norte-americano que, segundo o governo brasileiro, planejavam visitar o país para "colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional". A chancelaria americana negou essa intenção.
O Planalto citou ainda que permanecem vigentes sanções individuais determinadas no ano passado, no auge da crise política e do tarifaço, às vésperas da viagem de Lula a Nova York para a Assembleia Geral da ONU. Segundo o governo, as medidas incluem cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de funcionários de primeiro escalão do Executivo, com base na alegação de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
"O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais", afirma a nota.
O comunicado finaliza dizendo que a decisão não é um fato isolado e que o governo brasileiro "se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais".
Aécio Neves anuncia que não será candidato nas eleições de 2026
O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, anunciou nesta terça-feira, 4, que não disputará nenhum cargo eletivo nas eleições de 2026. O tucano era cotado para concorrer ao Senado por Minas Gerais e também chegou a ser lembrado para uma nova disputa à Presidência da República.
Em mensagem à militância do partido, Aécio afirmou que permanecerá no comando da legenda e que vai concentrar sua atuação na construção de um projeto de centro democrático para o país.
Segundo o dirigente, a decisão foi "especialmente difícil". Ele afirmou que lidera as pesquisas para uma das vagas ao Senado por Minas. "Chego às vésperas de uma eleição liderando as pesquisas sobre a disputa por uma das vagas ao Senado. Essa nova e reiterada demonstração de confiança dos mineiros me toca de forma especial", declarou.
Aécio ressaltou que a medida não significa aposentadoria da vida pública. "A minha prioridade, a partir de agora, é liderar, como presidente nacional do PSDB, um novo e vigoroso projeto de Brasil, liberal na economia, inclusivo no campo social, responsável na gestão fiscal e pragmático na defesa dos interesses do país ao redor do mundo", disse.
Na mensagem, o tucano também criticou a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Somos muito maiores do que a soma de Lula e Bolsonaro e vamos mostrar isso preparando esse novo e consistente projeto de Brasil", afirmou.
De acordo com pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em julho de 2026, Aécio tem 54% de rejeição, liderando o ranking nacional de líderes políticos rejeitados pelo eleitorado.
Aécio foi eleito governador de Minas Gerais em 2002 e reeleito em primeiro turno em 2006. Em 2010, renunciou ao cargo para disputar o Senado e foi eleito. Em 2014, concorreu à Presidência da República pelo PSDB e foi derrotado no segundo turno pela então presidente Dilma Rousseff (PT), por diferença de pouco mais de 3 milhões de votos. Em 2022, foi eleito deputado federal por Minas Gerais.



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