LDO esquenta na comissão e promete embates fortes no plenário
A aprovação do parecer favorável à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nesta quinta-feira, 2, na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, já deu o tom do que vem pela frente. Foi só um aquecimento: o clima deve ficar bem mais pesado quando a proposta chegar ao plenário.
O líder do governo, Frederico Antunes (PSD), quer levar a votação para a próxima terça-feira. Mesmo sem assinar a relatoria — que ficou com Juvir Costella (MDB) —, Frederico atuou como relator de fato, defendendo ponto a ponto o texto enviado pelo Executivo.
Por que a LDO importa tanto agora?
A LDO define as diretrizes para o orçamento de 2027, que será executado por quem vencer a eleição para o Piratini em outubro. Ou seja, virou peça-chave no jogo político.
A expectativa é de que o plenário se transforme em palanque. Deputados de oposição, tanto à direita quanto à esquerda, devem usar a discussão para marcar posição e desgastar o governo. Afinal, vários partidos que antes davam sustentação à gestão Leite já desembarcaram para apostar em candidaturas próprias ou em alianças com adversários.
Base encolheu
Se em anos anteriores o governo contava com cerca de 40 parlamentares na base, hoje o cenário é outro. O PDT, da pré-candidata Juliana Brizola, e o PSB, que apoia a trabalhista, saíram para ter protagonismo. PP, Podemos e Republicanos também deixaram a base para integrar a coligação do bolsonarista Luciano Zucco (PL).
Com isso, os aliados ficaram restritos a PSD e MDB. E é nesse quadro de base reduzida que o governo vai tentar aprovar a LDO — o que explica a tensão antecipada na comissão.
Fonte: Taline Oppitz – Correio do Povo – 02/07/2026, 18:55

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