PEC do fim da jornada 6x1 movimenta o Senado, mas tramitação segue sem prazo definido

 


01/07/2026 | 20h00 – Taline Oppitz

A proposta que pretende acabar com a escala 6x1 mexeu com os corredores do Senado nesta terça-feira, mas saiu da reunião sem um calendário fechado. O encontro reuniu o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil), representantes de centrais sindicais, a líder do governo, Teresa Leitão (PT), e o senador Paulo Paim (PT). Apesar da expectativa, nenhum cronograma foi anunciado.

Nos bastidores, a avaliação é de que a PEC não deve avançar antes do recesso parlamentar, que começa no dia 17. A promessa é de que um calendário seja divulgado nos próximos dias, mas a pressa não parece estar na mesa.

A reunião aconteceu pouco antes de uma sessão temática no plenário que discutiu a pauta. Cerca de 50 representantes de entidades empresariais, setores afetados e centrais sindicais ocuparam o microfone para defender seus lados.

Durante a conversa, Alcolumbre disse apoiar a redução da jornada e acenou com a possibilidade de retirar do texto o período de transição de 60 dias. O problema é que qualquer mudança no que já passou pela Câmara obriga a proposta a voltar para nova análise dos deputados. Na prática, isso significa mais tempo de debate até que a medida possa, de fato, valer.

Depois da reunião, Teresa Leitão e Paulo Paim reforçaram que há consenso sobre o mérito da PEC no Senado. Para eles, a questão agora é “puramente procedimental”: destravar o rito, que começa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida por Otto Alencar (PSD). Alencar é favorável à iniciativa e próximo ao Planalto.

A líder do governo fez questão de dizer que o andamento da PEC segue o ritmo do Congresso, não o calendário eleitoral. A oposição não concorda e vê na pauta um movimento ligado às urnas.

Enquanto isso, trabalhadores e empresas seguem acompanhando cada passo, na espera de saber quando — e se — a escala 6x1 vai, de fato, chegar ao fim.

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