Mendonça libera para plenário caso sobre relatório da PF que citou Moraes e Vorcaro; Fachin definirá data

 


Documento teve sigilo derrubado após revelação de mensagens extraídas do celular do empresário.

O ministro André Mendonça liberou para julgamento no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) o processo sobre o relatório da Polícia Federal que identificou o ministro Alexandre de Moraes em mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A movimentação ocorreu neste domingo, 6. Caberá agora ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, marcar a data do julgamento. O sigilo do relatório, produzido pela PF por determinação de Mendonça, havia sido levantado na última terça-feira, 1º, após a imprensa revelar o conteúdo de conversas extraídas do celular do empresário.

A divulgação deflagrou uma crise interna no STF. Em reação, Moraes utilizou o inquérito das fake news para requisitar relatórios de inteligência da PF sobre colegas de Corte, incluindo documentos ligados à atuação do próprio Mendonça. Para conter o desgaste, Fachin concentrou as duas frentes em um procedimento separado sob sua condução e cobrou esclarecimentos das autoridades envolvidas.

Escalada da crise

O embate começou na terça-feira, quando Mendonça tornou público o relatório da PF que apontou Moraes como interlocutor de Vorcaro. Parte do conteúdo já havia sido revelada pelo Estado de S. Paulo. No mesmo dia, Moraes determinou, no inquérito das fake news, que a PF enviasse ao Supremo relatórios de inteligência com referências a ministros da Corte, entre eles documentos sobre a atuação de Mendonça.

Ainda na terça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório. Para a PGR, Mendonça não poderia ter determinado por iniciativa própria o aprofundamento das informações sobre Moraes e uma investigação envolvendo um ministro do STF dependeria de autorização prévia do Plenário. Gonet sustentou que, sendo nula a ordem, o relatório também deveria ser anulado.

Na quinta-feira, 3, Moraes usou os relatórios de inteligência para acusar Mendonça de abuso de autoridade e crime de responsabilidade e encaminhou o caso a Fachin. Diante da controvérsia levantada pela PGR, o presidente do STF abriu um procedimento na Presidência para esclarecer os pontos questionados antes de eventual análise pelo Plenário.

Na sexta-feira, 4, Fachin determinou que a decisão e os anexos usados por Moraes contra Mendonça fossem retirados do inquérito das fake news e juntados a esse procedimento aberto para esclarecer as controvérsias em torno do relatório da PF.




Irã ameaça intensificar resposta a ataques dos EUA e mira navios americanos no Estreito de Ormuz



Teerã ataca embarcações dos EUA após bombardeios contra petroleiros iranianos e eleva tensão no Oriente Médio.

O principal negociador iraniano ameaçou neste domingo, 6, que o país responderá de forma mais rápida e intensa às ofensivas dos Estados Unidos, horas depois de Teerã atacar navios de guerra americanos em represália a bombardeios contra petroleiros iranianos.

"Os americanos devem ter compreendido que a era das respostas proporcionais terminou", declarou Mohammad Bagher Ghalibaf, em discurso transmitido pela imprensa estatal. "Qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa", acrescentou.

As declarações ocorrem em meio a um impasse diplomático para encerrar o conflito no Oriente Médio, desencadeado em 28 de fevereiro por ataques israelenses e americanos contra o Irã.

Retomada das hostilidades

Após mais de um mês de relativa calma, as hostilidades foram retomadas em 30 de agosto, quando as Forças Armadas dos EUA bombardearam infraestruturas iranianas no estratégico Estreito de Ormuz.

Na manhã de domingo, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter atacado "um veículo militar americano de superfície não tripulado que tentava entrar na zona protegida" de Ormuz, segundo a TV estatal.

Pouco antes, a corporação informou ter atingido "três petroleiros que realizavam travessias não autorizadas no Estreito de Ormuz e três embarcações americanas em outras áreas", alertando outros navios para evitarem rotas não aprovadas por Teerã.

No sábado, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter atacado três petroleiros iranianos - um próximo à ilha de Khark, onde fica o principal terminal petrolífero do país, outro ao sul, perto de Ormuz, e um terceiro no Golfo de Omã.

Segundo a TV estatal iraniana, os bombardeios americanos não deixaram vítimas e as tripulações haviam sido evacuadas. Washington afirmou que lançou os ataques depois que um porta-aviões e um destróier "evitaram múltiplos ataques iranianos não provocados" e que nenhum soldado americano ficou ferido.

"Se atacarem dois de nossos navios, imporão a si mesmos um preço ainda maior; atacaremos três dos deles", declarou Brad Cooper, chefe do Centcom para o Oriente Médio.

A Guarda Revolucionária confirmou o ataque contra "três petroleiros pertencentes à República Islâmica" e classificou a ação como "um ato de desespero diante do fechamento" da rota estratégica.

O Irã mantém um rígido bloqueio do Estreito de Ormuz, enquanto os EUA impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Visão de Trump e expansão do conflito

Às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, o presidente Donald Trump busca minimizar o conflito e afirma preferir uma "guerra econômica" contra o Irã, país sob sanções americanas há décadas. Na sexta-feira, disse que os EUA realizam apenas "bombardeios pontuais" e que não se trata de uma guerra, mas de "um conflito militar de pouca relevância".

O conflito, que deixou milhares de mortos e elevou os preços do petróleo, se espalhou pelo Oriente Médio. No Líbano, ataques israelenses neste domingo deixaram quatro mortos, incluindo duas mulheres, e 20 feridos no sul do país, segundo o Ministério da Saúde. O Exército israelense disse ter respondido ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah contra seus soldados. O grupo não reivindica ataques desde junho.

No Iêmen, confrontos entre forças governamentais e rebeldes Huthis, apoiados pelo Irã, deixaram quase 200 mortos desde quinta-feira.




Unicef: 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual online e 20 milhões sofreram abuso facilitado por tecnologia



Relatório ouvido em 21 países mostra subnotificação e aponta redes sociais e jogos online como principais ambientes de violação.


Cerca de 20 milhões de crianças e adolescentes de 21 países sofreram, no período de um ano, algum tipo de exploração ou abuso sexual infantil facilitado pela tecnologia. Outros 15 milhões foram expostos a conteúdo sexual indesejado, 9 milhões foram induzidos a manter conversas de teor sexual ou a compartilhar imagens contra a vontade e 4 milhões tiveram imagens vazadas.


Os dados fazem parte do relatório "Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil", lançado nesta semana pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).


Segundo os especialistas, os números devem ser ainda maiores, porque muitas vítimas não contam a ninguém o que aconteceu. Mais de 40% das ocorrências identificadas na pesquisa não foram reveladas pelas vítimas, principalmente por não saberem a quem recorrer.


Redes sociais e jogos


Em média, cerca de 60% das violações ocorreram em redes como Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e WhatsApp. Outros 14% aconteceram durante jogos online, ambiente considerado especialmente propício para esse tipo de abuso porque a dinâmica do jogo se baseia na confiança entre jogadores.


Mais da metade dos casos (57%) envolveu alguém do convívio da criança ou do adolescente, incluindo familiares, conhecidos, amigos e parceiros afetivos. O dado contraria a ideia de que a violência online é praticada principalmente por estranhos. Ao mesmo tempo, 38% das vítimas conheceram os agressores pela primeira vez na internet, com uso de contas falsas e mensagens privadas.


"Essas experiências causam profundo desgaste emocional e mental. Muitas crianças sofrem em silêncio, sem saber ao certo onde procurar ajuda. Nós não podemos ignorar isso", afirmou a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell.


Como o levantamento foi feito


O relatório ouviu 21 mil crianças e adolescentes de 12 a 17 anos em 21 países, entre 2020 e 2025. Os pesquisadores observaram que os agressores exercem poder tanto com promessas de presentes, dinheiro e atenção quanto por meio de coerção e chantagem.


O Brasil teve 19% dos entrevistados afetados por esse tipo de violência, o equivalente a quase 3 milhões de crianças e adolescentes, com menos de 1% de ocorrências denunciadas. No país, a internet concentrou 55,5% dos casos e a escola, 24,5%. Entre os canais mais citados estão aplicativos de mensagens e redes sociais (66,5%), com destaque para Instagram (57,2%) e WhatsApp (52,1%). Jogos online responderam por 12,3%.


A entidade reforça a importância da educação digital, do diálogo em família e na escola e da regulação de plataformas para a proteção de crianças e adolescentes.



Material de campanha de Manuela D'Ávila é vandalizado em Porto Alegre e volta às ruas costurado



PSol registra rasgos focados no rosto da candidata ao Senado e transforma ato em gesto de resistência.

A campanha da candidata ao Senado pelo PSol, Manuela D'Ávila, registrou um volume grande de materiais de propaganda vandalizados em diferentes pontos de Porto Alegre. Os rasgos, prática comum em disputas entre campanhas adversárias, chamaram atenção desta vez por se concentrarem principalmente no rosto da candidata nos windbanners.

Como forma de reação, parte do material depredado foi costurado e voltou a ser usado nos atos deste domingo, em um gesto simbólico de resistência da campanha.

O caso foi divulgado nas redes sociais da candidata, com fotos do material rasgado e, em seguida, costurado e recolocado nas ruas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Vídeo - Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smart TV TCL 115" 4K UHD QLED Mini LED – Modelo 115C7K (2025)

Smartphone Samsung Galaxy Z Flip4 128GB Azul - 5G Octa-Core 8GB RAM Câm. Dupla + Selfie 10MP