Inter perde para o Santos por 3 a 2 no Beira-Rio e completa 10 jogos sem vencer no Brasileirão
Gabigol marca duas vezes no primeiro tempo, time colorado reage no fim, mas crise se agrava na luta contra o Z-4.
A situação do Inter no Campeonato Brasileiro ficou ainda mais dramática. Jogando em casa, diante de um adversário direto na briga contra o rebaixamento, o Colorado perdeu para o Santos por 3 a 2, na tarde deste domingo, 6, no Beira-Rio, pela 26ª rodada. Com o resultado, chegou a dez partidas sem vencer na competição.
O técnico Paulo Pezzolano não esteve na casamata por cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O auxiliar Esteban Conde comandou a equipe à beira do campo e concedeu entrevista após o jogo. Apesar da derrota, o presidente Alessandro Barcellos optou por manter a comissão técnica.
O Inter começou controlando a bola, mas um erro individual mudou o jogo. Aos 7 minutos, o zagueiro Félix Torres perdeu o domínio sozinho e Gabriel Barbosa roubou, avançou livre e abriu o placar. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.
Abalado, o time colorado sofreu o segundo golpe aos 24 minutos. Em lance na área, Matheus Bahia puxou Gabigol. Após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti e expulsou o lateral. Aos 28, o atacante santista cobrou e fez 2 a 0.
Com um a menos, o Inter não reagiu. Aos 38, Oliva apareceu livre após cruzamento e marcou de cabeça o terceiro do Santos. A torcida começou a deixar o estádio e vaiou o time no intervalo.
No segundo tempo, Aguirre, que entrou no intervalo, diminuiu logo aos 2 minutos com um golaço de fora da área: 3 a 1. O Santos, mesmo sem forçar, seguiu mais perigoso e poderia ter ampliado.
Nos minutos finais, o Inter ainda ganhou um pênalti. Aos 40 minutos, Vitinho foi derrubado na área. O VAR revisou, mas confirmou a marcação. Aos 45, Bruno Henrique cobrou e fechou o placar em 3 a 2. Tarde demais para reação.
FICHA TÉCNICA - BRASILEIRÃO - 26ª RODADA
Inter 2 x 3 Santos
Inter: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Félix Torres e Matheus Bahia; Ronaldo (Villagra), Thiago Maia (Paulinho) e Alan Patrick (Bruno Henrique); Carbonero (Eliasson), Vitinho e Sanabria (Aguirre). Técnico: Esteban Conde.
Santos: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Willian Arão, Luan Peres e Escobar; Gustavo Henrique (João Schmidt), Oliva, Gabriel Bontempo (Lima) e Rollheiser (Miguelito); Caballero (Arthur) e Gabigol (Thaciano). Técnico: Cuca.
Gols: Gabigol (7' e 28' do 1ºT), Oliva (38' do 1ºT), Aguirre (2' do 2ºT), Bruno Henrique (45' do 2ºT - pênalti)
Arbitragem: Alex Gomes Stefano (RJ), auxiliado por Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Thayse Marques Fonseca (RJ). VAR: Wagner Reway (SC)
Local: Beira-Rio, Porto Alegre
Público: 23.748 (20.773 pagantes) | Renda: R$ 1.115.794,50
Inter mantém Pezzolano e Fabinho diz que "fato novo é ganhar os jogos"
Executivo de futebol reconhece crise após derrota para o Santos, admite insatisfação geral e projeta resposta contra a Chapecoense.
Mesmo com a derrota por 3 a 2 para o Santos neste domingo, no Beira-Rio, e a sequência de dez jogos sem vitória no Brasileirão, o Inter manteve a comissão técnica. O executivo de futebol Fabinho Soldado garantiu a permanência de Paulo Pezzolano e justificou que, para a direção, a troca de comando não é vista como solução neste momento.
"Não existe desculpa para esse momento. Não tem ninguém satisfeito e precisamos dar uma resposta para o nosso torcedor, que não merece viver isso", afirmou.
Segundo Fabinho, há confiança no trabalho iniciado em janeiro e, enquanto houver entusiasmo e motivação por parte do treinador, a diretoria vai seguir com o projeto.
"Acreditamos no trabalho do Paulo. Enquanto houver essa confiança, mesmo entendendo que precisamos melhorar, vamos seguir em frente. Não acreditamos que uma mudança na comissão técnica vai trazer os resultados que a gente precisa. A gente sabe o tamanho do desafio, mas estamos aqui para lutar", declarou.
O dirigente reconheceu que o momento é duro e saiu em defesa do elenco, afirmando que os jogadores seguem empenhados no dia a dia do CT, apesar dos resultados e das dificuldades enfrentadas, incluindo atrasos salariais.
"Os jogadores estão se empenhando, apesar dos resultados ruins. Estamos passando por dificuldades, mas o grupo está correspondendo no trabalho. Não precisamos de um fato novo como demissão. Precisamos acreditar no trabalho que começou em janeiro e buscar a recuperação. Está muito claro que precisamos dar uma resposta", disse.
O próximo desafio será no sábado, contra a Chapecoense, lanterna do Brasileirão, na Arena Condá. Para Fabinho, a única forma de aliviar a pressão é vencer.
"Não vamos dar desculpa. Vamos nos juntar e buscar o fato novo, que vai ser ganhar os jogos. Esse é o fato novo que precisamos", encerrou.
Torcedores do Inter protestam contra Barcellos e entram em confronto com a BM após derrota para o Santos
Colorado segue no Z-4 com dez jogos sem vencer; Popular deixa o Beira-Rio antes do fim e policiamento é reforçado.
A derrota por 3 a 2 para o Santos, neste domingo no Beira-Rio, fez explodir a revolta da torcida colorada. Os protestos, que já ocorriam durante a partida, se intensificaram após o apito final e tiveram como principais alvos os jogadores e o presidente Alessandro Barcellos. O resultado manteve o Inter na zona de rebaixamento e ampliou para dez rodadas a sequência sem vitórias no Brasileirão.
Depois do jogo, um grupo de torcedores se concentrou no pátio do estádio e pediu, aos gritos, a renúncia do presidente. A saída, no entanto, não está nos planos da direção. Ainda durante a partida, a torcida Popular recolheu instrumentos e faixas no intervalo e abandonou as arquibancadas.
Houve confrontos entre torcedores e policiais em pelo menos três pontos do complexo do Beira-Rio. Também houve tentativa de invasão da zona mista, por onde passam jogadores e comissões técnicas, e tentativa de acesso ao estacionamento utilizado pelos atletas.
Segundo o Batalhão de Choque, ninguém foi detido e não houve registro de feridos nos protestos. Além das confusões, um torcedor do Santos foi agredido durante o segundo tempo nas arquibancadas e precisou ser levado ao hospital.
Confusão na saída
A tensão aumentou após o apito final. O primeiro confronto ocorreu, de acordo com o Batalhão de Choque, quando cerca de 50 torcedores que estavam no segundo andar do edifício-garagem, na área de acesso à passarela, teriam agredido seguranças e stewards e tentado arremessar grades contra os funcionários.
Logo depois, na parte de baixo, entre as estátuas de Fernandão e Abel Braga e a entrada do edifício-garagem, outro grupo menor protestava aos gritos de "tem que ter raça para jogar no Beira-Rio". Um torcedor lançou um rojão em direção à Brigada Militar montada.
O Batalhão de Choque avançou e utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar. O gás chegou até o outro lado da Avenida Padre Cacique, onde torcedores que já haviam se afastado observavam. Agentes orientaram famílias com crianças a deixarem o local. Segundo a BM, os manifestantes arremessaram pedras contra as tropas.
No Portão 1, na parede envidraçada do estádio, outra tropa da Brigada Militar também teria sido atacada com rojões.
De acordo com um agente da Polícia Judicial que atua no Juizado do Torcedor, não houve informação repassada sobre outras ocorrências, nem sobre funcionários do Inter que teriam sido agredidos por torcedores no edifício-garagem durante os protestos.
O Inter volta a campo no próximo sábado, contra a Chapecoense, lanterna do Brasileirão, na Arena Condá.
Brasileiro Miguel Gandelman vence Emmy por direção musical do show de Bad Bunny no Super Bowl
Diretor musical foi premiado na categoria "direção musical extraordinária" no Peacock Theater, em Los Angeles.
O brasileiro Miguel Gandelman venceu o Emmy na categoria "direção musical extraordinária" por seu trabalho como diretor musical do show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl.
A cerimônia que premia as categorias técnicas foi realizada na noite de sábado, 5, no Peacock Theater, em Los Angeles. Os prêmios principais serão anunciados em 14 de setembro.
"A parte mais difícil para mim foi acompanhar Benito [Benito Antonio Martinez Ocasio, nome de Bad Bunny] em turnê. Eu tive que gravar a banda, então precisei ir para a Colômbia, para o Chile", contou Miguel em entrevista à Variety.
O feito foi celebrado nas redes sociais por seu pai, Leo Gandelman, também saxofonista. "Muita emoção! Meu filho acaba de ganhar o Emmy Awards! Parabéns, filho! Prêmio merecido!", comemorou.
Nos comentários, diversos artistas parabenizaram a conquista. "Espetacular", escreveu Roberto de Carvalho. "Família cheia de talentos", destacou Marisa Monte. "Miguel voando altíssimo!", comentou Luiz Caldas. Nomes como Chico César, Zélia Duncan e Patrícia Pillar também celebraram.
Quem é Miguel Gandelman
Segundo o Dicionário Cravo Albin da MPB, Miguel nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1983 e se mudou para Nova Jersey, nos Estados Unidos, aos 14 anos. Integrou a banda da escola e depois estudou música na Berklee School, em Boston.
Ele fez parte do quarteto The Horns, que acompanhou artistas de destaque internacional. Um deles foi Michael Jackson: Gandelman participou dos ensaios da turnê This Is It, que não chegou a acontecer devido à morte do cantor.
"Eu fui o último saxofonista a tocar com o Michael. Tive o privilégio de ter feito ele dançar com a minha música. Isso é uma coisa divina que eu vou guardar para o resto da minha vida", afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo, em 2009.
O show de Bad Bunny
O cantor porto-riquenho focou a apresentação na cultura da América Latina, em especial dos países de língua espanhola, e superou o recorde de Kendrick Lamar como o show mais visto da história do intervalo do Super Bowl, tradicionalmente marcado por grandes performances.
Barão Vermelho volta a cantar "Pro Dia Nascer Feliz" no Rock in Rio 41 anos depois com formação original
Banda abre Palco Mundo neste domingo com show nostálgico, reunião histórica e homenagens a Cazuza.
O Barão Vermelho protagonizou um momento histórico neste domingo, 6, no Rock in Rio. Ao abrir o Palco Mundo no terceiro dia de festival, a banda reuniu sua formação original e fez uma apresentação nostálgica com os maiores sucessos de quatro décadas.
No palco, Roberto Frejat (vocais e guitarra), Guto Goffi (bateria), Maurício Barros (teclado), Dé Palmeira (baixo) e Fernando Magalhães (guitarra) revisitaram todas as fases do grupo, dos clássicos iniciais com Cazuza aos hinos dos anos 1990 e 2000 eternizados na voz de Frejat.
Setlist emocionante e homenagem a Cazuza
O repertório trouxe "Maior Abandonado", "Bete Balanço", "Pedra, Flor e Espinho" e "Pense e Dance". O bloco dedicado a Cazuza resgatou canções emblemáticas da parceria com projeções de época e áudios históricos, com "Down em Mim", "O Tempo Não Para" e "Codinome Beija-Flor".
O momento foi aberto por um vídeo de Cazuza cantando "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" no telão. No painel, imagens históricas dos últimos 40 anos - como a posse de Nelson Mandela, as corridas de Ayrton Senna e a eleição de Tancredo Neves - se misturaram a registros dos músicos ao longo das décadas.
A parte final foi feita para o público cantar junto: "Malandragem Dá Um Tempo", "Por Você", "Puro Êxtase", "O Poeta Está Vivo" e "Pro Dia Nascer Feliz". Mesmo com chuva e frio, a plateia cantou com a banda do início ao fim.
Outras passagens pelo festival
O primeiro show do Barão no Rock in Rio foi na edição de estreia, em 1985. Na noite de 15 de janeiro, mesmo dia em que Tancredo Neves foi eleito presidente pela Câmara, marcando o fim da ditadura militar, Cazuza cantou "Pro Dia Nascer Feliz" enrolado na bandeira nacional - apresentação que entrou para a história do rock nacional. Cazuza morreu em 1990. A banda voltou ao festival em 2001, já com Frejat nos vocais, em 2013 em show de homenagem a Cazuza, e em 2024 na edição de 40 anos.
Netos de Gilberto Gil no Palco Global Village
O Palco Global Village foi aberto neste domingo pelos primos Bento Gil e Flor Gil, netos de Gilberto Gil - que se apresenta nesta segunda, 7, no Palco Mundo.
Na nova geração da família Gil, Bento, 23 anos, é filho do músico e produtor Bem Gil, e Flor, 17, da apresentadora e chef Bela Gil. No repertório, releituras de sucessos de Gil, como "Se Eu Quiser Falar com Deus", "Palco" e "Vaca Profana", além de autorais como "Ximena" e "Hell No".

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