Atos de 7 de Setembro ganham tom de ofensiva contra o STF e viram termômetro da crise
Protestos contra ministros, em especial Alexandre de Moraes, ocorrem após semana de embates na Corte e liberação de processo por André Mendonça.
Após uma semana de embates e sucessão de crises, o tom e, principalmente, a dimensão dos protestos convocados para este 7 de Setembro contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes, devem ser um indicativo dos desdobramentos da crise na Corte. As mobilizações de rua tendem a gerar um efeito em cascata, e a direita sabe disso, como mostraram outros 7 de Setembro.
Um novo elemento entrou na conta neste domingo, véspera do feriado. O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master e responsável por retirar o sigilo da investigação que trouxe à tona elementos que mostram relação entre Moraes e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, liberou para julgamento o processo que envolve Moraes e Vorcaro.
O caso entrou na pauta do Supremo neste domingo, mas a data da análise ainda será definida pelo presidente da Corte, Edson Fachin, o que pode ocorrer a qualquer momento.
Com o relógio correndo para as eleições de 4 de outubro, o STF acaba por contaminar o processo e desviar o foco do eleitor, que deveria estar voltado para a escolha de candidatos. Ao mesmo tempo, parece improvável que se espere até o pleito para um desfecho dessa crise.

Comentários
Postar um comentário