Em agenda no RS, Zema diz que vai anunciar vice até 5 de agosto e critica política externa de Lula
O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), cumpre agenda no Rio Grande do Sul neste fim de semana. Nesta sexta-feira (24), ele visitou a sede do Correio do Povo, participou do programa Acontecendo, com Lasier Martins, na Rádio Guaíba, e se reuniu com o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, onde recebeu a "Agenda Institucional do Sistema Comércio" e a cartilha "Construindo uma Agenda para o Rio Grande do Sul".
Zema afirmou que o partido ainda avalia nomes para compor a chapa como vice-presidente.
"Nesta segunda-feira, vamos formalizar somente o meu nome, e o vice certamente será decidido até a data limite, no dia 5 de agosto. Nós estamos conversando com outros partidos que não têm candidatos à presidência para somar conosco e que não são de esquerda", disse.
Críticas à política externa e economia
O pré-candidato comentou sobre as tarifas que os Estados Unidos pretendem impor ao Brasil e disse que teria postura diferente da do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Os Estados Unidos já tinham se manifestado, cerca de um ano atrás, a respeito de taxar o Brasil. O presidente Lula ficou quieto, não fez nada e ficou aguardando. Eu sempre tenho uma postura proativa: como governador de Minas Gerais, percorri o mundo todo atrás de investimentos, e me parece que o Lula fez o contrário", afirmou.
"O Lula sempre questionou o padrão dólar, sempre se aproximou de Cuba, Venezuela e Irã, que são países notoriamente antiamericanos, e parecia que queria criar problemas e desagradar aos Estados Unidos. O resultado é este que vemos agora", apontou.
Prioridades de governo
Zema afirmou que, caso seja eleito, terá três prioridades:
"Vou promover um choque ético e moral, um choque contra os gastos do atual governo para a taxa de juros cair e as famílias acabarem com esse endividamento que está afetando todo mundo, e um choque contra a criminalidade."
"O Brasil precisa de um presidente que não seja chantageado como os últimos foram. Esse choque moral e ético é fundamental. Precisamos de um presidente que não tenha restrições éticas. Infelizmente, os últimos tinham e acabaram cedendo. E o Brasil não vai resolver seus problemas enquanto não eliminar esse tumor que se chama corrupção", completou.
Zema também participa da convenção estadual do Novo, neste sábado (25), às 14h, no Hotel Embaixador, no Centro Histórico de Porto Alegre.

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