Michelle Bolsonaro aceita desculpas de Flávio e sinaliza reconciliação: "Te desculpo"
Após semanas de mal-estar, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou nesta quinta-feira, 23, um vídeo aceitando a reconciliação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Nosso propósito pelo bem do povo sempre foi maior do que desentendimentos. Por isso, aceito seu pedido, eu te desculpo. Vamos sentar, conversar, ajustar os detalhes e, juntos, vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil", declarou.
Michelle disse ter visto sinceridade no pedido de desculpas de Flávio e citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos motivos para a reaproximação: "Existe um Brasil esperando para ser reconstruído e tenho certeza de que todos podemos unir forças para levarmos isso adiante. Vamos fazer isso pelo meu marido e seu pai e por cada um dos brasileiros que querem um Brasil melhor para seus filhos e netos".
A ex-primeira-dama atribuiu o gesto à articulação da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O vídeo foi publicado três horas depois de Flávio reforçar o pedido de desculpas e dizer que as portas estão abertas para ela. "Ninguém é perfeito, não sou perfeito e, mais uma vez, peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores. Nunca foi minha intenção desrespeitar ninguém, ainda mais a esposa do meu pai", afirmou.
O embate começou em dezembro do ano passado, por causa do cenário eleitoral no Ceará. Michelle acusou Flávio de prejudicar a pré-candidatura ao Senado da vereadora Priscila Costa (PL) ao apoiar uma aliança com Ciro Gomes (PSDB) para o governo do Estado.
Em junho, Michelle publicou dois vídeos dizendo que foi maltratada por Flávio durante as negociações da chapa. "Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", relatou em 25 de junho.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, já havia defendido o diálogo entre os dois, argumentando que os conflitos afastam o eleitorado.

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