Chuva persistente até quarta eleva risco de cheias e inundações repentinas no RS
A sequência de dias com chuva forte acendeu o alerta para o risco de cheias no Rio Grande do Sul. De acordo com a MetSul Meteorologia, o Estado deve registrar volumes altos a muito altos até quarta-feira, 22, com marcas acima de 100 mm em diversas cidades e que podem passar de 200 mm em pontos isolados.
Em Alegrete, na Fronteira-Oeste, o grande volume já provocou elevação do nível dos rios e o bloqueio da ponte do Capivari, na ERS-507.
A previsão é de que a chuva siga predominante até o meio da semana. Os maiores acumulados devem se concentrar do Centro para a metade Norte, atingindo com mais intensidade o Centro, Noroeste, Alto Jacuí, Planalto Médio, Caí e Serra.
Porto Alegre e a Região Metropolitana também devem ter muita chuva até quarta, com acumulados entre 70 mm e 100 mm, podendo superar os 100 mm em alguns pontos.
A MetSul alerta que os períodos de chuva intensa podem causar alagamentos em áreas urbanas e subida rápida de arroios e córregos, com risco de transbordamentos e inundações repentinas e localizadas.
Risco maior no Centro e Norte
O instituto aponta risco alto de cheias em bacias de rios entre o Centro, Noroeste e Norte, incluindo Jacuí, Vacacaí, Ibicuí, Ijuí e Santa Maria. No Oeste, o Rio Ibirapuitã exige atenção. Também há risco para os rios Taquari e Caí.
O cenário de alerta é reforçado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). Em boletim divulgado nesta segunda-feira, 20, o órgão indica que, na bacia do Guaíba, o maior risco está no Rio dos Sinos, que pode se aproximar ou até superar a cota de inundação em São Leopoldo. O Rio Taquari também pode se aproximar da cota de inundação em Taquari, mas sem superar a marca.
Os demais afluentes e o próprio Guaíba devem ter elevação, mas permanecendo dentro da cota de alerta.
"Embora atualmente os rios se encontrem em patamares baixos, o volume de precipitação previsto pelos modelos meteorológicos aponta para a possibilidade de elevações significativas, havendo risco de superação das cotas de alerta em pontos das bacias afluentes", ressalta o SGB.

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