Ceferin não vai à final da Copa em protesto contra Fifa por anulação de suspensão de Balogun
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, não compareceu à final da Copa do Mundo de 2026, vencida pela Espanha sobre a Argentina no domingo, em forma de protesto pelo chamado "caso Balogun". A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Times.
Segundo o veículo, o dirigente esloveno, que também é vice-presidente da Fifa, considerou que a entidade máxima do futebol mundial "cruzou uma linha vermelha" ao anular a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. Procurada pela AFP, a Uefa não comentou a ausência.
A Fifa gerou forte reação na Europa ao revogar o cartão vermelho recebido por Balogun na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na fase de 16 avos de final, o que permitiu que ele atuasse nas oitavas contra a Bélgica.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir a revisão da punição.
Na ocasião, a Uefa divulgou nota em tom incomum, afirmando ter "expressado surpresa com uma decisão sem precedentes, incompreensível e injustificável" e que "ultrapassa todos os limites". De acordo com o The Times, a ausência de Ceferin na decisão evidencia uma "profunda divergência" entre as duas entidades.
A relação entre Fifa e Uefa já vinha desgastada ao longo do Mundial. Ceferin criticou publicamente a expansão da Copa para 48 seleções, afirmando que o formato geraria jogos "sem interesse". No dia da abertura do torneio, a Uefa também anunciou que o árbitro somali Omar Artan — barrado de entrar nos EUA e, por isso, fora da Copa — apitaria a Supercopa da Europa, em 12 de agosto, entre Paris Saint-Germain e Aston Villa.

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