Fim da escala 6x1: o que pensam os candidatos ao Senado pelo RS

 


Fim da escala 6x1 volta ao Senado e divide candidatos gaúchos

O Senado Federal retorna do recesso na próxima semana e deve retomar a discussão sobre o fim da escala 6x1 - modelo de seis dias de trabalho e um de folga. A proposta em tramitação prevê também a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), determinou que a proposta passe pelas comissões e tem se reunido com centrais sindicais e representantes dos empregadores.

O tema deve ser um dos principais da campanha para o Senado no Rio Grande do Sul. Veja o posicionamento dos postulantes gaúchos:

O que dizem os candidatos ao Senado pelo RS sobre o fim da escala 6x1

Frederico Antunes (PSD) - pré-candidato
Afirma que o tema não deveria ser deliberado durante o período eleitoral para não "poluir" o debate. Defende discussão responsável em 2027: “O assunto deve, sim, ser debatido, para expor o que acontece no Brasil e dar melhores condições aos trabalhadores.”

Germano Rigotto (MDB) - pré-candidato
Também avalia que não é o melhor momento. Diz ser necessário estudar caso a caso os impactos em microempresas, saúde e municípios. “Que a escala 6x1 vai se encaminhar para uma mudança, não tenho dúvidas, mas têm que ser estudados os impactos que a transição pode causar.”

Manuela D'Ávila (PSOL) - candidata
Declarou-se favorável à aprovação, com redução para 40 horas. “Essa é uma medida importante para todos os trabalhadores, mas, especialmente, para as trabalhadoras. Sabemos que as mulheres vivem, geralmente, na escala 7x0.”

Marcel van Hattem (Novo) - candidato
Defende debate amplo no Senado e defende liberdade de escolha e horário flexível: “Sou favorável à liberdade de o trabalhador escolher a jornada de trabalho que melhor se adapta às suas necessidades.”

Milton Cardoso (PSDB) - pré-candidato
Declarou-se contra o fim da escala. “Sou empresário, sei das dificuldades por que nós passamos. Sou a favor da liberdade total do trabalhador. É ele que tem que ter a opção de escolher quantas horas queira trabalhar.”

Paulo Pimenta (PT) - candidato
Posicionou-se a favor do fim da escala 6x1: “Proporciona dignidade, justiça, qualidade de vida e respeito às mulheres. Além de oportunizar que as mães convivam com seus filhos e tenham mais tempo com suas famílias.”

Renato Jaguarão (Cidadania) - pré-candidato
Concorda com ampliação do descanso, mas com contrapartida do governo: “O trabalhador merece, sim, uma redução da jornada e mais qualidade de vida. Mas o governo precisa colaborar, reduzindo a carga sobre quem produz e gera empregos.”

Ubiratan Sanderson (PL) - candidato
Disse que votou favoravelmente à discussão e defende a PEC 12/2026, chamada de PEC do Trabalho Flexível, como alternativa. “A melhor solução é a adoção da flexibilização da carga de trabalho. Assim, trabalhadores e empregadores serão beneficiados.”

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