TSE manda Meta preservar dados de rede acusada de atacar Flávio Bolsonaro
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta preserve os dados de uma rede de perfis que teria atuado de forma coordenada contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão foi tomada na última sexta-feira.
A rede é alvo de representação do PL protocolada em 17 de julho. Segundo o partido, mais de 50 páginas fantasmas publicaram cerca de 4,6 mil anúncios pagos contra Flávio, com quase 250 milhões de visualizações. O patrocínio irregular teria movimentado quase R$ 3 milhões, pagos inclusive em moeda estrangeira, com origem não identificada.
De acordo com a representação, os perfis têm datas de criação próximas, usam telefones com mesmo DDD e sites na mesma plataforma. Após impulsionar o conteúdo, as contas seriam desativadas e substituídas por semelhantes para dificultar o rastreamento, usando CPFs de terceiros para abrir contas e obter meios de pagamento.
A ação pede rastreamento financeiro e quebra de sigilo para identificar patrocinadores, administradores e responsáveis técnicos. Para a advogada Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE e autora da peça, a estrutura é mais sofisticada que os esquemas de "milícia digital" de 2022.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha e líder da oposição, classificou o caso como tentativa de manipular o ambiente digital e comprometer a lisura do debate eleitoral e pediu que a Justiça identifique os financiadores.

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