TSE fixa em R$ 11,5 milhões o teto de gastos para candidatos ao governo do RS
Com as convenções partidárias em andamento, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já definiu os limites de gastos para as eleições de 2026 no Rio Grande do Sul. Cada candidato ao governo poderá gastar até R$ 11,5 milhões no primeiro turno, a partir de 16 de agosto. Quem for ao segundo turno terá um adicional de R$ 5,7 milhões.
Os valores são os mesmos de 2022 e variam por estado e cargo. Para o Senado, o teto no RS é de R$ 4,4 milhões; para deputado federal, R$ 3,1 milhões; e para deputado estadual, R$ 1,2 milhão.
O financiamento das campanhas vem principalmente do Fundo Eleitoral, que em 2026 soma R$ 4,9 bilhões, distribuídos conforme o tamanho das bancadas no Congresso, além do Fundo Partidário.
No RS, os principais partidos já projetam os repasses. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que esteve em Porto Alegre no fim de semana, garantiu que Juliana Brizola, candidata da sigla ao Piratini e apontada como a mais competitiva entre os três nomes do partido a governos estaduais, receberá o teto de R$ 11,5 milhões. O PDT terá R$ 169 milhões do Fundo Eleitoral no total.
O PL, partido com a maior fatia nacional, com R$ 881 milhões, também não deve ter dificuldade para financiar a campanha de Luciano Zucco ao governo do Estado.
A disputa já movimenta as redes. Nesta segunda, a candidata do PSol ao Senado, Manuela D'Ávila, criticou um adesivo usado por Zucco com sua foto marcada com um X vermelho e a frase "Selo Anti Manu Ela". A postagem ultrapassou 100 mil curtidas no Instagram e gerou reações de aliados como Edegar Pretto e Paulo Pimenta. Uma candidata a deputada federal pelo Novo reivindicou a autoria do material.
Manuela rebateu: "Minha postagem é clara. É uma pergunta ao candidato ao governo do Estado sobre se ele acha razoável usar o rosto de uma mulher marcada com alvo no peito. Não é uma postagem sobre quem teve a ideia de cometer a violência."

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