Trump diz que EUA atacaram Irã para homenagear militares mortos e conflito se espalha para Síria e Kuwait
Irã anuncia ataques em resposta e Kuwait aciona defesas aéreas contra drones
Os Estados Unidos intensificaram neste domingo, dia 19, os ataques contra o Irã, em meio à expansão do conflito no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que os novos bombardeios foram feitos em homenagem a três militares norte-americanos mortos nos últimos dias.
"Nós os atingimos muito fortemente outra vez esta noite, e fizemos isso em homenagem a provavelmente três grandes patriotas", disse Trump a jornalistas ao retornar a Washington após acompanhar a final da Copa do Mundo de 2026. Segundo o presidente, os soldados mortos lutavam para que "o Irã não possa ter uma arma nuclear".
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira, dia 20, horário local, um "ataque surpresa" contra um centro de comando na região de Al Tanf, na Síria. De acordo com a agência estatal Irna, a ação seria uma vingança pela morte de soldados iranianos em Iranshahr, no sudeste do Irã, em ataque atribuído aos Estados Unidos.
A agência Tasnim informou que os funerais de três militares iranianos foram realizados no domingo, após morrerem em um bombardeio americano contra um quartel em Iranshahr. Na sexta-feira, a Guarda Revolucionária já havia anunciado um ataque contra a base de Al Tanf, mas uma fonte militar síria negou que o local tenha sido atingido.
O Kuwait também foi afetado. As Forças Armadas do país informaram nesta segunda-feira que acionaram seus sistemas de defesa aérea para interceptar drones hostis iranianos. Segundo o Estado-Maior, as explosões ouvidas no país foram resultado da atuação das defesas contra os ataques. Não foram divulgadas informações sobre danos ou vítimas.

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