MP arquiva investigação contra Juliana Brizola por suspeita de desvio de dinheiro da avó
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pediu à Justiça o arquivamento da investigação contra a pré-candidata ao governo do RS pelo PDT, Juliana Brizola, por suposta apropriação de dinheiro de sua avó, Dóris Hartz Daudt.
Na prestação de contas apresentada, ficou comprovado que não houve desvio de recursos. Segundo o MP, os empréstimos citados na investigação eram de responsabilidade exclusiva de Juliana, pagos com recursos pessoais, e os extratos bancários divulgados se referiam apenas a despesas do cartão pessoal dela.
A decisão do MP registra que as questões patrimoniais foram integralmente esclarecidas na esfera cível.
O caso começou com uma notícia-crime feita pelo jornalista Alfredo Daudt Júnior, tio de Juliana, na Delegacia de Proteção ao Idoso, em março de 2025. Ele mora em Garopaba (SC) e obteve a curatela da mãe após mover ação contra a sobrinha por divergência sobre a ida da idosa para um lar geriátrico - ele defendia a internação e Juliana era contra. A decisão foi revertida e a curatela voltou para a neta, que dividia conta bancária com a avó desde 2018.
Filha de criação da avó, Juliana foi a única familiar residente em Porto Alegre nos últimos anos de vida de Dóris.
Para a pré-candidata, a decisão encerra um momento doloroso.
"Recebo com serenidade a decisão do Ministério Público, que chegou à conclusão que eu sempre soube que chegaria: nunca houve qualquer irregularidade. O patrimônio da minha avó estava preservado. E as informações que foram divulgadas de forma covarde eram apenas despesas do meu cartão pessoal", disse por meio de assessoria.
Juliana afirmou ainda que o episódio ultrapassou os limites da disputa política.
"A verdade é que usaram a memória de uma senhora de 99 anos, que viveu sob meus cuidados até o último dia da sua vida, como arma política para me atacar. Ela foi a mulher que me criou. A mulher que me ensinou os valores que carrego até hoje", completou.
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