Carro elétrico é mais vulnerável em enchente? Veja os riscos e cuidados
Com a sequência de chuva e o risco de alagamentos no Rio Grande do Sul, surge a dúvida: os carros elétricos sofrem mais que os modelos a combustão na água? A resposta é não, mas eles exigem cuidados diferentes.
Segundo fabricantes como BYD e GWM, os elétricos atuais têm a bateria de alta tensão instalada em um compartimento vedado, geralmente sob o assoalho, projetado para resistir à chuva forte e ao contato eventual com água. O sistema conta com sensores que, ao identificar infiltração ou falha, desligam automaticamente a alimentação elétrica, o que reduz o risco de choque.
Isso não quer dizer que o carro está imune. Se ficar submerso por muito tempo ou além do limite previsto em projeto, pode haver infiltração na bateria, corrosão de conectores e danos nos módulos eletrônicos e no sistema de refrigeração. Muitos desses problemas só aparecem dias ou semanas depois da enchente.
Na comparação com os carros a combustão, os elétricos têm uma vantagem clara: como não têm admissão de ar para o motor, praticamente eliminam o risco de calço hidráulico, uma das causas mais comuns de perda total em alagamentos. Por outro lado, se a bateria for comprometida, o custo de reparo costuma ser alto.
O que fazer
A orientação das montadoras e de especialistas é a mesma para qualquer tecnologia: evite atravessar áreas alagadas. A água pode esconder buracos, bueiros abertos e ter correnteza capaz de arrastar o veículo.
Se não houver rota alternativa, atravesse em velocidade baixa e constante, sem parar no meio da água. Mantenha as revisões em dia e não faça alterações na proteção inferior da bateria.
Se o carro parar na enchente, priorize sua segurança e saia do veículo. Depois:
- Não tente religar o carro nem colocar para carregar;
- Não mexa na bateria de alta tensão;
- Chame um guincho e leve o veículo para uma concessionária ou oficina autorizada para checagem completa da bateria, do isolamento elétrico e dos componentes eletrônicos.

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