Taquari sobe 1,20 metro acima da cota e deixa 18 famílias fora de casa em Muçum
Muçum viveu uma manhã de sentimentos mistos nesta quarta-feira, 22. O comércio e as atividades na parte alta da cidade seguem relativamente normais, mas moradores das áreas mais baixas, às margens do rio Taquari, estão apreensivos.
Com o excesso de chuva, o rio chegou a 19,20 metros, 1,20 metro acima da cota de inundação, cobrindo casas e pavilhões e desalojando famílias.
Segundo a Prefeitura, 18 famílias estão fora de casa. Doze estão acolhidas no ginásio de esportes do bairro Cidade Alta e outras seis no CTG Vaqueanos da Tradição. Ainda há vagas disponíveis. As aulas em dois colégios municipais foram interrompidas para que os pais buscassem os alunos durante o temporal.
A correnteza segue forte e veloz morro abaixo, com a várzea quase chegando à ERS-130, levando detritos e objetos. A cena reaviva a memória das enchentes devastadoras de setembro e novembro de 2023 e de maio de 2024.
Apesar do cenário, a tendência nas últimas horas é de estabilidade. A secretária de Assistência Social de Muçum, Joice Sebben, informou que o rio subia apenas cinco centímetros por hora no final da manhã, bem abaixo do ritmo de mais de meio metro registrado no início do dia.
"Estávamos monitorando na verdade desde a meia-noite, e quando chegou às 6 horas, tivemos um impacto de cerca de 14 milímetros. A partir daí começamos a ficar em alerta, assim como passamos nas casas e pedimos às pessoas para, pelo menos, deixarem seus pertences arrumados", disse Joice. Moradores chegaram a receber alerta via cell broadcast da Defesa Civil Estadual.
Mais próximo da régua de medição, o empresário e ex-prefeito Aristides Coser observava o nível da água com outros moradores. "Eu tenho uma malharia aqui na outra rua e deixei funcionários de sobreaviso, além das máquinas, caso precisem ser retiradas. Depois de três enchentes, a gente não aguenta mais", afirmou.

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