Terror no Vale do Sinos: Médico em surto é indiciado após atropelar seis pessoas e atacar o próprio irmão

 


Um episódio de violência extrema chocou as cidades de Novo Hamburgo e Presidente Lucena, no interior do Rio Grande do Sul. O médico Paulo Adriano Pustay, de 60 anos, foi indiciado por cinco tentativas de homicídio após uma sequência de ataques que incluiu atropelamentos em massa e a invasão da casa do próprio irmão. O caso, ocorrido no início de março, teve novos desdobramentos com o indiciamento oficial nesta terça-feira (24).

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o suspeito agiu durante um surto psicótico. Pustay já realizava tratamento psiquiátrico anteriormente.


🕒 A Rota da Violência: Passo a Passo

O rastro de destruição deixado pelo médico atravessou municípios e mobilizou diferentes delegacias:

  1. Novo Hamburgo (5h da manhã): A bordo de um Nissan March, o médico atingiu quatro pessoas na Avenida Engenheiro Jorge Schuri. Entre as vítimas, estava uma mãe com um bebê e uma criança; ela conseguiu desviar no último segundo, sofrendo apenas lesões na perna, mas salvando os filhos.

  2. Segunda Vítima na Capital do Calçado: Na Rua Marques Souza, ele atropelou um homem que sofreu ferimentos gravíssimos, incluindo fraturas em cinco vértebras, três costelas e lesões na cabeça.

  3. Presidente Lucena: Após dirigir por cerca de 30 minutos, o médico atropelou um idoso de 73 anos, que resultou em fraturas na perna e ferimentos no abdome.

  4. Ataque ao Irmão: O médico jogou o carro contra a residência do próprio irmão, invadiu o imóvel e tentou matá-lo utilizando um pedaço de pau. A vítima só sobreviveu ao bloquear a porta do quarto com um armário e fugir por uma janela nos fundos.


⚖️ Prisão e Indiciamento

Paulo Adriano Pustay foi preso em flagrante em sua residência, no município de São José do Hortêncio.

  • Indiciamento: A 3ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo concluiu o inquérito com o indiciamento por tentativas de homicídio.

  • Motivação: O delegado Fábio Lopes, de Ivoti, confirmou que a hipótese de disputa familiar foi descartada. "Não teria nenhum motivo para ele tentar matar o próprio irmão; a causa foi exclusivamente o surto", afirmou.

A defesa do médico ainda não foi localizada para comentar o caso, mas o espaço permanece aberto para manifestação.

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