O Conselho Deliberativo do Grêmio aprovou, em sessão extraordinária na última terça-feira, as contas do clube relativas ao exercício de 2025. Os números revelam um cenário desafiador para a gestão de Alberto Guerra: a dívida total do Tricolor saltou para R$ 935 milhões, aproximando-se perigosamente da marca de um bilhão de reais.
Embora o clube tenha registrado um superávit de R$ 35 milhões no papel, o balanço mostra que a saúde financeira depende diretamente de manobras contábeis e da recente aquisição da Arena.
🔍 O Raio-X da Dívida
O montante de quase um bilhão está dividido em dois grandes blocos que preocupam os conselheiros:
Curto Prazo (Passivo Circulante): R$ 516 milhões. Houve um salto alarmante de R$ 210 milhões em apenas um ano.
Longo Prazo (Passivo Não Circulante): R$ 419 milhões. Este setor apresentou uma queda de R$ 70 milhões em relação a 2024.
⚽ O Custo das Contratações
Um dos principais responsáveis pelo inchaço da dívida de curto prazo foi o investimento pesado no futebol durante a metade de 2025. A chegada de seis atletas (Arthur, Balbuena, Carlos Vinícius, Marcos Rocha, Noriega e Willian) gerou um compromisso de R$ 113 milhões apenas em luvas e comissões.
Além disso, outras obrigações financeiras subiram consideravelmente:
Impostos e obrigações fiscais: Saltaram de R$ 78 milhões para R$ 114 milhões.
Empréstimos bancários: Cresceram de R$ 60 milhões para R$ 112 milhões.
🏟️ O "Efeito Arena"
A compra da gestão da Arena foi o grande trunfo contábil do ano. Sem essa operação, o Grêmio não teria registrado superávit, mas sim um déficit estimado em R$ 200 milhões. A incorporação do estádio ajudou a equilibrar os ativos do clube e evitou que a dívida nominal ultrapassasse a barreira de R$ 1 bilhão já neste balanço.
🗳️ Aprovação no Conselho
Mesmo com as críticas à política de contratações e ao endividamento, as contas foram aprovadas com ampla maioria:
Sim: 141 votos
Não: 43 votos
Abstenções: 8 votos

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