O desfecho do julgamento de um dos casos mais chocantes do país sofreu uma reviravolta dramática nesta segunda-feira (23). A juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou a soltura imediata de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, enquanto manteve a prisão do ex-vereador Jairinho.
A decisão ocorreu no mesmo dia em que o julgamento foi adiado para o dia 22 de junho, após uma estratégia polêmica da defesa do padrasto.
🔓 Liberdade para Monique por "Excesso de Prazo"
A magistrada concedeu a liberdade provisória a Monique Medeiros sob o argumento de que a manutenção da custódia tornou-se ilegal devido ao tempo excessivo de prisão sem uma sentença definitiva.
Argumento da Juíza: "A custódia da ré figura-se manifestamente ilegal por excesso claramente despropositado de prazo", afirmou Louro na decisão.
Acusação: Monique responde por homicídio qualificado por omissão, além de coação e fraude processual.
🚫 Abandono de Plenário e Adiamento
O júri popular estava previsto para começar nesta manhã, mas a defesa de Jairinho abandonou a sessão após a juíza negar um pedido de suspensão baseado na suposta falta de acesso a provas contidas em um notebook do pai de Henry, Leniel Borel.
Punição aos Advogados: A juíza classificou a atitude como um "ato atentatório contra a dignidade da Justiça" e condenou os cinco advogados de Jairinho a ressarcir todos os custos do adiamento (deslocamento de testemunhas, jurados, alimentação e escolta).
Jairinho segue preso: Acusado de homicídio triplamente qualificado e tortura, o ex-vereador permanecerá em regime fechado até a nova data.
📅 Relembre o Caso
O pequeno Henry Borel, de apenas 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021. Ele estava no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca. Laudos periciais indicaram que a criança sofreu múltiplas lesões e traumas antes de chegar sem vida ao hospital.

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