O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe otimismo às negociações no Oriente Médio ao afirmar, nesta segunda-feira (23), que Washington e Teerã avançam em um plano estruturado para a paz. Segundo o republicano, o acordo em discussão possui cerca de 15 pontos fundamentais, com foco absoluto na desmilitarização nuclear iraniana.
A declaração foi feita a jornalistas no Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida, antes do embarque do presidente. "Tivemos conversas muito produtivas. Temos pontos de concordância em quase tudo", declarou Trump.
⚛️ O Fim do Programa Nuclear como Prioridade
Trump foi enfático ao definir as prioridades dos Estados Unidos na mesa de negociações. Para ele, a garantia de que o Irã não possuirá armas atômicas ocupa o topo da lista:
Pontos 1, 2 e 3: O fim do programa nuclear do Irã.
Objetivo: Encerrar o conflito de forma "substancial" e garantir a segurança global.
📞 Diplomacia por Telefone e Trégua Temporária
Devido à dificuldade de organizar um encontro presencial imediato, Trump revelou que conversas diretas por telefone com líderes iranianos estavam programadas para ainda hoje.
Avanço nas Redes: Horas antes, o presidente anunciou a suspensão de ataques à infraestrutura civil do Irã por um período de cinco dias como gesto de boa vontade.
Articuladores: Jared Kushner (genro de Trump) e o enviado especial Steve Witkoff teriam conversado com lideranças iranianas no último domingo. Trump, no entanto, negou contatos com Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo, cuja localização e estado de saúde permanecem incertos.
🇮🇷 O Outro Lado: Ceticismo em Teerã
Apesar do tom positivo de Washington, o Ministério das Relações Exteriores do Irã adotou uma postura cautelosa e até desconfiada.
A Versão Iraniana: Teerã sugeriu que não há um diálogo direto com os EUA sobre o fim da guerra e que a fala de Trump seria uma estratégia para baixar os preços da energia e ganhar tempo militar.
A Resposta de Trump: Ao ser questionado sobre o desmentido iraniano, o presidente ironizou, afirmando que o país "precisa contratar melhores profissionais de relações públicas" e que a comunicação interna deles estaria "destruída".
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