Isolamento Gaúcho: Como a estratégia de Lula tem deixado o PT do RS em segundo plano desde 2022

 


A atual crise sobre a disputa ao Palácio Piratini em 2026 traz à tona um sentimento antigo dentro do diretório do PT no Rio Grande do Sul: o de que o comando nacional e o presidente Lula priorizam alianças externas em detrimento dos anseios da legenda no estado. Para muitas lideranças locais, o descaso não é um acidente, mas um padrão que se repete a cada ciclo eleitoral.


⏳ 2022: O "Companheiro" sem Nome

Antes de surpreender nas urnas em 2022, Edegar Pretto sentiu na pele a falta de empenho nacional.

  • A Indiferença: Era comum ouvir Lula referir-se a Pretto apenas como "nosso companheiro lá no Rio Grande do Sul", sem citar seu nome.

  • As Preferências: O foco nacional oscilou entre o desejo de ter Manuela D’Ávila (PCdoB) na disputa e o impasse com o PSB, deixando a candidatura própria do PT em segundo plano até as vésperas do pleito.


⛈️ 2024: Solidariedade Sim, Apoio Político Não

Durante as eleições municipais de 2024, marcadas pela tragédia climática, o distanciamento ficou ainda mais evidente:

  • Ausência no Palanque: Lula viajou diversas vezes ao RS para tratar das enchentes, mas não participou da campanha de Maria do Rosário em Porto Alegre.

  • Cálculo de Risco: Internamente, petistas reclamaram que o presidente evitou a capital gaúcha no segundo turno para não vincular sua imagem a uma derrota provável, priorizando cidades onde a vitória era mais garantida. Rosário acabou "deixada na chuva" pelas agendas nacionais.


📉 2025: A "Fritura" de Paulo Pimenta

A relação esfriou ainda mais com a saída de Paulo Pimenta do primeiro escalão do governo federal em janeiro de 2025.

  • A Queda: Tido como o gaúcho mais próximo de Lula e peça-chave na reconstrução do RS, Pimenta foi demitido da Secretaria de Comunicação (Secom) sem ser remanejado para outro ministério, retornando à Câmara dos Deputados em um processo de fritura pública.


🗳️ O Cenário para 2026

Atualmente, o impasse se repete com a pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo estadual. Enquanto o PT gaúcho busca protagonismo, o olhar de Brasília parece mais voltado para composições que favoreçam o projeto nacional, mesmo que isso custe o sacrifício de nomes fortes da base local.

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