Misterioso Sumiço em Cachoeirinha: Defesa de PM nega crime e contesta provas da Polícia Civil

 


A defesa do policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, reafirmou nesta sexta-feira (20) que o cliente é inocente no caso do desaparecimento de sua ex-esposa, Silvana Germann de Aguiar, e dos pais dela, Isail e Dalmira. O trio sumiu no final de janeiro em Cachoeirinha, e os corpos ainda não foram localizados.

O advogado Jeverson Barcellos rebateu as teses da Polícia Civil, classificando como "especulação" a ideia de que o crime teria motivação financeira ou patrimonial.


🔍 Os Pontos de Conflito na Investigação

A Polícia Civil trabalha com duas frentes principais para motivar o suposto crime:

  • Disputa Pela Guarda: Havia atritos constantes entre o ex-casal sobre o filho de nove anos. Silvana havia denunciado o PM ao Conselho Tutelar 15 dias antes de sumir, alegando que ele oferecia alimentos com lactose ao filho intolerante. A defesa nega e diz ter laudos que provam a inexistência da restrição.

  • Patrimônio: As vítimas eram donas de um mercado e imóveis alugados. A defesa contesta o interesse financeiro, afirmando que a família do PM também possui bens em Cachoeirinha e Gravataí.


🛡️ Críticas da Defesa e Alegação de Arbitrariedades

O advogado Barcellos aponta supostas falhas no processo:

  1. Acesso aos Autos: A defesa alega estar sem acesso às decisões judiciais e aos pedidos de busca.

  2. Mandados: Afirma que agentes não apresentam os documentos nas residências durante as apreensões.

  3. Apreensões: Questiona o recolhimento de computadores usados pelo filho do PM para jogos online, considerando que outros aparelhos já haviam sido levados.


🐕 Buscas Intensificadas em Gravataí

Enquanto o PM segue preso temporariamente em Porto Alegre, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros realizam buscas com cães farejadores na área rural de Gravataí.

  • O Rastro: Um laudo do IGP detectou o sinal do celular de Silvana no bairro Costa do Ipiranga em 2 de fevereiro — oito dias após o sumiço. No entanto, o PM constava na escala de serviço em Canoas nesta data.

  • O Aparelho: O celular da vítima foi encontrado escondido sob uma pedra no dia 7 de fevereiro, após uma denúncia anônima.

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