Centro Histórico: Justiça autoriza novos prédios de até 45 metros no entorno do Museu Júlio de Castilhos

 


Uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) trouxe um novo capítulo para a polêmica urbanística no Centro Histórico de Porto Alegre. Atendendo parcialmente a um recurso da Prefeitura, o desembargador Leonel Ohlweiler suspendeu a proibição total de novos projetos e reformas no entorno do Museu Júlio de Castilhos.

Com a medida, o município volta a ter autorização para dar andamento a projetos na região, desde que respeitem o limite de 45 metros de altura (o equivalente a cerca de 15 andares).


📏 O limite dos 45 metros

A disputa judicial começou após o questionamento de um projeto para um arranha-céu de 40 andares entre as ruas Duque de Caxias e Fernando Machado. A decisão atual estabelece clareza sobre o que pode ou não ser feito:

  • O que está liberado: Reformas e novos empreendimentos que não ultrapassem o limite de 45 metros previsto na Portaria Sedac 035/2002.

  • O que segue barrado: Qualquer projeto que desobedeça as normas de proteção do patrimônio histórico ou que tente exceder o gabarito de altura máxima.

  • Regra de Ouro: Segundo a Procuradoria-Geral do Município (PGM), todo projeto na área tombada continua dependendo da anuência prévia de órgãos como o IPHAE e o IPHAN.


🤝 Consenso entre as partes

Curiosamente, a Associação dos Amigos do Museu Júlio de Castilhos (AJUC) manifestou-se favorável ao esclarecimento da Justiça. A entidade reiterou que sua ação nunca visou impedir pequenas obras ou prédios baixos, mas sim barrar edifícios que descaracterizem o entorno do museu.

Em nota, a AJUC reforçou que a legislação atual já faculta construções de até 15 andares e que o foco da resistência permanece sendo os projetos de grande impacto visual que ignoram o valor histórico do Museu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário