⚖️ Defesa de Lulinha admite ao STF viagem paga por empresário preso na Operação "Sem Desconto"

 


Pela primeira vez em documento oficial, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, admitiu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele aceitou uma viagem a Portugal custeada por Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". O empresário é apontado como líder de um esquema de desvios em aposentadorias.

A petição foi entregue ao ministro André Mendonça após o receio da defesa de que a quebra de sigilo bancário de Camilo revele novas frentes de investigação da Polícia Federal contra o filho do presidente.


✈️ A Versão de Lulinha: "Relação Social e Esporádica"

A defesa alega que Fábio Luís foi apresentado ao empresário em 2024 por uma amiga em comum, Roberta Luchsinger, sob a imagem de um "bem-sucedido empresário do setor farmacêutico".

  • O Motivo da Viagem: Segundo o documento, o interesse de Lulinha surgiu quando Camilo mencionou um projeto de produção de canabidiol medicinal. Fábio Luís teria se interessado pelo tema devido ao tratamento de uma sobrinha.

  • Custos em Portugal: Em novembro de 2024, Lulinha aceitou o convite para acompanhar Camilo em visitas a fornecedores em Portugal, com todas as despesas pagas pelo empresário.

  • Negativa de Negócios: A defesa enfatiza que Fábio Luís não investiu valores, não recebeu convite para sociedade e não participou de negociações comerciais, limitando-se a acompanhar as visitas.


🛡️ Estratégia Jurídica: Desconhecimento de Ilícitos

A defesa argumenta que, na época da viagem, ninguém suspeitava das atividades criminosas de Antônio Camilo, que só vieram à tona em abril de 2025 com a deflagração da Operação Sem Desconto.

"Fábio entendia o projeto como lícito e conhecia apenas a figura do 'empresário de sucesso'. Essa imagem pública somente veio a se alterar meses após a viagem", afirma a petição.

Os advogados sustentam ainda que, mesmo que tivessem firmado negócios na área farmacêutica, o ato em si não constituiria crime, reforçando que Lulinha foi "vítima" da imagem pública forjada pelo empresário.


📊 Contexto Político

A admissão ocorre em um momento de alta tensão na CPMI do INSS, onde a oposição tenta convocar o filho do presidente para depor, enquanto a base governista atua para blindá-lo. O ministro André Mendonça já autorizou a quebra de sigilo de Lulinha a pedido da PF, o que acelerou a entrega dessas explicações formais.

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