Presidente nacional do PT defende aliança com o PDT no RS, mas evita falar em intervenção no diretório estadual28/03/2026 | 14:01
Flavia BemficaÀs vésperas do prazo final imposto pelo PDT para uma definição sobre a candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que ainda prefere o “convencimento político” em vez de uma intervenção no diretório gaúcho.Em entrevista ao Correio do Povo, por escrito, Edinho defendeu a construção de uma aliança com o PDT como prioridade nacional para derrotar “o fascismo materializado no projeto da família Bolsonaro”. Ele reconheceu o carinho do presidente Lula por Edegar Pretto, mas enfatizou que o RS é estratégico para o projeto de reeleição de Lula em 2026.O impasseO diretório gaúcho do PT mantém a pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do estado, em uma frente que inclui PCdoB, PV, PSol, Rede e PSB. Já o comando nacional do PT negocia uma aliança com o PDT, que exige que os petistas abram mão da candidatura própria e migrem o apoio para Juliana Brizola (PDT), mantendo os nomes ao Senado (Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila).O PDT deu prazo até 30 de março para que o PT gaúcho aceite a proposta. Até o momento, nenhuma das partes demonstra disposição para recuar. Na última semana, após reunião em Brasília com Edinho Silva, Pretto e o presidente do PT-RS, Valdeci Oliveira, a executiva estadual reafirmou publicamente a candidatura de Pretto.Respostas de Edinho SilvaQuestionado sobre a possibilidade de intervenção no diretório gaúcho para forçar o apoio a Juliana Brizola, Edinho respondeu:
Flavia BemficaÀs vésperas do prazo final imposto pelo PDT para uma definição sobre a candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que ainda prefere o “convencimento político” em vez de uma intervenção no diretório gaúcho.Em entrevista ao Correio do Povo, por escrito, Edinho defendeu a construção de uma aliança com o PDT como prioridade nacional para derrotar “o fascismo materializado no projeto da família Bolsonaro”. Ele reconheceu o carinho do presidente Lula por Edegar Pretto, mas enfatizou que o RS é estratégico para o projeto de reeleição de Lula em 2026.O impasseO diretório gaúcho do PT mantém a pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do estado, em uma frente que inclui PCdoB, PV, PSol, Rede e PSB. Já o comando nacional do PT negocia uma aliança com o PDT, que exige que os petistas abram mão da candidatura própria e migrem o apoio para Juliana Brizola (PDT), mantendo os nomes ao Senado (Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila).O PDT deu prazo até 30 de março para que o PT gaúcho aceite a proposta. Até o momento, nenhuma das partes demonstra disposição para recuar. Na última semana, após reunião em Brasília com Edinho Silva, Pretto e o presidente do PT-RS, Valdeci Oliveira, a executiva estadual reafirmou publicamente a candidatura de Pretto.Respostas de Edinho SilvaQuestionado sobre a possibilidade de intervenção no diretório gaúcho para forçar o apoio a Juliana Brizola, Edinho respondeu:
“Eu ainda prefiro o convencimento político. O PT do Rio Grande do Sul tem tradição de projeto coletivo. Ainda acredito que a campanha, que a tática eleitoral do presidente Lula irá prevalecer. Não dá para errarmos nessa dimensão, a história irá cobrar. E o preço pode ser politicamente caríssimo.”
Sobre uma eventual intervenção direta de Lula pedindo a desistência de Pretto, o presidente do PT disse que o petista gaúcho é muito querido pelo presidente, mas reforçou a necessidade de unidade do campo democrático:“Temos que derrotar o fascismo. Sem o PDT não há como falar de unidade do campo democrático no Brasil. Isso é tão nítido como o sol que brilha.”
Edinho afirmou ainda que dialoga constantemente com Lula sobre a situação dos estados e classificou o Rio Grande do Sul como prioridade. Para ele, as decisões locais não podem se sobrepor aos interesses nacionais do partido em 2026.Risco de intervençãoNos bastidores, uma intervenção aberta no diretório gaúcho — que seria inédita — é vista como uma medida de alto custo político, por ferir a tradição democrática do PT e dar munição aos adversários. A chamada “intervenção branca”, com uma desistência “espontânea” de Pretto, também perdeu força após o diretório estadual fechar questão em torno do nome dele.
Nenhum comentário:
Postar um comentário