88% dos postos do RS sofrem com entregas parciais e preços disparam

 


O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de instabilidade no abastecimento de combustíveis. De acordo com levantamento do Sulpetro (sindicato que representa a categoria), 88% dos postos do estado estão recebendo pedidos de forma parcial pelas distribuidoras. A dificuldade atinge tanto a gasolina (comum e aditivada) quanto o diesel (S500 e S10).

A crise é reflexo direto da guerra no Oriente Médio, que interrompeu o fluxo de navios petroleiros pelo Estreito de Ormuz, e das cotas de retirada impostas pela Petrobras às distribuidoras.


🔍 Rupturas e Racionamento

Embora a entidade afirme que não há falta generalizada, o que ocorre são "rupturas momentâneas". O presidente do Sulpetro, Fabricio Severo Braz, explica que:

  • Entregas Fracionadas: As distribuidoras estão racionando o produto entregue aos postos.

  • Postos Independentes: Estabelecimentos sem contrato de exclusividade (bandeira branca) são os que mais sofrem para conseguir combustível, migrando a demanda para grandes companhias.

  • Amostra: O dado reflete a situação de 1.253 postos gaúchos (exceto a região da Serra).


💸 Preços na Região Metropolitana

Os valores nas bombas seguem oscilando bruscamente em Porto Alegre e arredores. Confira a variação registrada nesta quarta-feira (25):

CombustívelMenor ValorMaior ValorLocalização (Exemplos)
Gasolina ComumR$ 6,29R$ 6,79Eldorado do Sul / Porto Alegre
DieselR$ 6,69R$ 7,89Passo D’Areia / Bairro Floresta
Gasolina AditivadaR$ 6,35R$ 7,09-
EtanolR$ 4,74R$ 6,56-

🚨 Operação Majorare: Combate ao Abuso

Para coibir preços abusivos e fraudes em meio à crise, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou a Operação Majorare. Em conjunto com a ANP e o Procon, a força-tarefa fiscaliza postos em rodovias federais de todo o estado para evitar:

  • Aumento injustificado de preços.

  • Adulteração de combustíveis.

  • Armazenamento irregular de produtos.

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