O desfecho da sessão desta segunda-feira (23) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) foi marcado por intensas emoções e reviravoltas jurídicas. A juíza Elizabeth Machado Louro determinou a soltura de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e o adiamento do julgamento que estava previsto para iniciar hoje.
Leniel Borel, pai da criança, reagiu com indignação à decisão: "Assassinaram meu filho pela segunda vez. Meu sentimento como pai é que mataram meu filho novamente", desabafou na saída do plenário.
🔓 A Liberdade Provisória de Monique
A magistrada relaxou a prisão de Monique alegando que a manutenção da custódia se tornou "manifestamente ilegal" devido ao excesso de prazo.
Argumento Judicial: Para a juíza, o tempo em que a ré permaneceu presa sem o julgamento final é desproporcional ao rito processual atual.
Acusação: Monique responde por homicídio qualificado por omissão, além de coação e fraude processual. O Ministério Público do Rio já anunciou que irá recorrer da decisão.
🛑 Manobra da Defesa e Adiamento
O Tribunal do Júri, que deveria definir o futuro de Monique e de Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho), foi remarcado para o dia 25 de maio.
A Estratégia: Os advogados de Jairinho abandonaram o plenário após a juíza negar um pedido de suspensão da sessão. A defesa alegava não ter tido acesso ao conteúdo completo de um notebook de Leniel Borel.
Punição: A juíza classificou a conduta como um "ato atentatório contra a dignidade da Justiça". Ela condenou os cinco advogados de defesa a ressarcirem todos os custos do adiamento, incluindo gastos com jurados, testemunhas, escolta e alimentação.
🕯️ Relembre o Caso
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto na Barra da Tijuca.
Jairinho: Acusado de homicídio triplamente qualificado e tortura. Segue preso.
Monique: Acusada de omissão no homicídio do filho.

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