O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta sexta-feira (20), o pedido de liberdade do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto. O oficial é o principal suspeito do feminicídio de sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, ocorrido em fevereiro de 2026.
A decisão foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que considerou juridicamente inviável o recurso apresentado pela defesa, mantendo a prisão preventiva do oficial.
🔍 A Reviravolta: De "Suicídio" a Feminicídio
O caso, que inicialmente foi reportado pelo próprio tenente-coronel como um atentado contra a própria vida cometido por Gisele, mudou drasticamente de rumo após as perícias:
Fraude Processual: Imagens de câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência registraram o oficial tentando alterar a cena do crime antes da chegada da perícia técnica.
Ameaças no Celular: Mensagens encontradas no aparelho de Geraldo revelaram um histórico de ameaças contra a esposa, desmontando a tese de defesa.
Indiciamento: Com base nas provas, a Polícia Civil indiciou o oficial por feminicídio e fraude processual.
🏛️ A Decisão do STJ
O ministro Reynaldo Soares da Fonseca explicou que a "reclamação" protocolada pelos advogados não é o instrumento adequado para contestar o decreto de prisão emitido pela Justiça de São Paulo. Segundo o magistrado, não houve descumprimento de nenhuma decisão anterior da corte superior que justificasse a soltura imediata.
Geraldo Rosa Neto segue preso desde a última quarta-feira (18), após o desenrolar das investigações que afastaram definitivamente a hipótese de suicídio.

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