A escalada no preço do diesel, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela alta do petróleo, começou a impactar diretamente o transporte público no Rio Grande do Sul. Segundo a Fetergs, empresas intermunicipais já estão reduzindo horários de menor frequência como medida de precaução para evitar um colapso total no atendimento.
Com o combustível representando 20% do custo operacional, a federação afirma que a recomposição tarifária ou subsídios municipais tornaram-se urgentes para manter as linhas ativas.
🚨 Município de Formigueiro entra em Emergência
A situação é tão crítica no interior que a prefeitura de Formigueiro decretou situação de emergência nesta terça-feira (17).
Impactos: A falta de combustível e os preços abusivos estão prejudicando o escoamento da safra, o transporte escolar e os serviços de saúde.
Medidas: O decreto permite compras emergenciais e priorização de máquinas para serviços essenciais e apoio à colheita.
⛽ O Cenário nos Postos: Oscilação e Racionamento
Em Porto Alegre e na Região Metropolitana, os preços do diesel apresentam uma variação drástica:
Preços na Capital: Variam de R$ 6,19 a R$ 7,59. Em Canoas, o valor chegou a bater R$ 8,24 no início da semana.
Racionamento: A Sulpetro informa que as distribuidoras estão recebendo diesel de forma racionada pela Petrobras, obrigando-as a recorrer a importações mais caras.
Corridda às Bombas: No interior, houve um aumento na procura por gasolina, gerando filas desnecessárias em algumas localidades.
📊 Monitoramento em Porto Alegre (ATP e Setcergs)
ATP Porto Alegre: Registrou alta de 10% no diesel este mês, mas garante que, por enquanto, o abastecimento e os horários na Capital seguem normais.
Setcergs: Monitora com apreensão o fechamento do Estreito de Ormuz, que pode asfixiar o mercado internacional de combustíveis e elevar ainda mais o custo do frete rodoviário.

Nenhum comentário:
Postar um comentário