Trump dá prazo até 6 de abril para reabertura do Estreito de Ormuz28/03/2026 | 20:30
Correio do PovoUm mês após o início da Operação Epic Fury, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entra em uma fase mais complexa. Com o fracasso das negociações de paz e a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei nos ataques iniciais, Washington enfrenta o desafio de passar de uma campanha aérea punitiva para um possível confronto de exaustão regional.Estratégias em estudo pelos EUAApós a rejeição iraniana ao “Plano de 15 Pontos” proposto pela administração Trump, o Pentágono avalia três caminhos principais:
Correio do PovoUm mês após o início da Operação Epic Fury, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entra em uma fase mais complexa. Com o fracasso das negociações de paz e a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei nos ataques iniciais, Washington enfrenta o desafio de passar de uma campanha aérea punitiva para um possível confronto de exaustão regional.Estratégias em estudo pelos EUAApós a rejeição iraniana ao “Plano de 15 Pontos” proposto pela administração Trump, o Pentágono avalia três caminhos principais:
- Estrangulamento energético: Trump estabeleceu o dia 6 de abril como prazo final para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz. Uma das opções é a destruição das refinarias e campos de petróleo na ilha de Kharg, visando provocar um colapso econômico que force a rendição do regime iraniano.
- Apoio a mudanças internas: Os EUA buscam explorar a onda de protestos civis no Irã — a maior desde a Revolução de 1979 — incentivando dissidentes e setores da população a pressionarem por uma mudança de poder, evitando uma invasão terrestre.
- Escalada de precisão: Uso intensivo de bombardeiros B-52 e forças navais para destruir o que resta do arsenal de mísseis balísticos iranianos (cerca de 2,5 mil), mantendo o domínio absoluto do espaço aéreo e eliminando qualquer risco de retaliação nuclear.
- Bloqueio duplo às rotas de energia: Enquanto o Irã ameaça fechar o Estreito de Ormuz, os Houthis colocam em risco o Bab al-Mandab, no Mar Vermelho. Isso pode forçar navios a contornar toda a África, elevando drasticamente os custos de transporte e os preços globais de combustível.
- Guerra assimétrica de atrito: Os Houthis usam drones baratos (cerca de US$ 20 mil) para forçar o disparo de mísseis interceptadores americanos muito mais caros, drenando rapidamente os estoques de munição de precisão dos EUA.
- Risco de erosão das alianças: A nova ofensiva houthi pode reacender o conflito direto com a Arábia Saudita. Caso Riyad seja atacada novamente, os sauditas podem exigir maior intervenção americana ou, ao contrário, se afastar da coalizão para proteger seu território.

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