O setor orizícola gaúcho enfrenta um novo e crítico obstáculo em plena colheita da safra 2026. Em apenas três semanas, o preço do diesel registrou uma alta astronômica, chegando a subir 70% em algumas regiões do estado. O insumo, que no início da operação custava cerca de R$ 5,40, saltou para a casa dos R$ 9,00 em municípios da Fronteira Oeste, como Uruguaiana.
A disparada nos preços, impulsionada pela instabilidade global e pelo aumento da demanda na colheita, acendeu o sinal de alerta na Federarroz, que já acionou órgãos de fiscalização como o Ministério Público, Procon e a ANP para investigar possíveis abusos.
📉 Impacto nos Custos e na Operação
Para o produtor rural, o combustível é um dos itens mais pesados na planilha de custos. A situação atual redesenha o cenário econômico das fazendas:
Peso no Custo: Se na safra passada o diesel representava entre 8% e 10% do custo total de produção, a estimativa é que esse percentual suba drasticamente este ano.
Diferença de Preços: Produtores relatam que a variação entre revendedores, que antes era de centavos, agora chega a R$ 1,00 por litro.
Prioridade na Colheita: Temendo o desabastecimento, muitos arrozeiros interromperam o preparo do solo para a próxima safra (2027) para garantir que as máquinas tenham combustível suficiente para tirar o grão atual da terra.
📊 Panorama da Safra no RS
Apesar das dificuldades logísticas e financeiras, as máquinas seguem no campo. De acordo com dados da Emater/RS-Ascar e do Irga:
Progresso: Cerca de 10% da área total já foi colhida.
Área Plantada: 891.908 hectares em todo o estado.
Produtividade Esperada: Projeção média de 8.744 kg/ha.

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