O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) oficializou a abertura de um inquérito civil para investigar a conduta de Ulisses Gabriel, ex-delegado-geral da Polícia Civil do estado. O foco da investigação recai sobre a atuação e as declarações de Gabriel nos casos dos cães Orelha e Caramelo, ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis, no início deste ano.
O movimento da promotoria ocorre logo após Ulisses Gabriel deixar o cargo, no final de fevereiro, para lançar sua pré-candidatura a deputado estadual.
🐕 Entenda os Casos Investigados
Cão Orelha: O cachorro comunitário morreu em janeiro após supostas agressões. O caso gerou manifestações nacionais contra maus-tratos. Inicialmente, a polícia afirmou que um grupo de jovens teria espancado o animal, mas laudos posteriores apresentaram contradições.
Cão Caramelo: Outro animal que teria sido agredido na mesma região. Caramelo sobreviveu e foi adotado pelo próprio Ulisses Gabriel na época.
🔍 As Inconsistências na Investigação
A versão inicial da Polícia Civil, da qual Gabriel era o porta-voz, apontava morte por agressão humana. No entanto, o laudo pericial após a exumação do corpo de Orelha:
Não identificou fraturas causadas por ação humana;
Declarou ser impossível confirmar a causa exata da morte ou traumas cranianos;
Embora não descarte totalmente a agressão, enfraqueceu a tese que levou ao pedido de internação de um menor de idade.
🛡️ O que dizem o MP e a Defesa
Ministério Público: O procedimento evoluiu de um estágio preparatório para inquérito civil após análise de denúncias sobre a conduta do ex-delegado. Gabriel tem 15 dias (contados a partir de 13/03) para apresentar sua defesa.
Defesa de Ulisses Gabriel: O escritório Mathaus Agacci Advogados nega qualquer irregularidade, abuso de autoridade ou improbidade. Argumenta que Gabriel apenas cumpriu seu papel de porta-voz institucional em um caso de grande repercussão e que as investigações eram presididas por outros delegados, e não por ele diretamente.

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