📊 Censo das Agroindústrias Familiares: O "Raio-X" que busca transformar o setor no RS

 


Durante a Expodireto Cotrijal, a Emater/RS-Ascar lançou o Censo das Agroindústrias Familiares, um mapeamento inédito que visa construir um diagnóstico profundo e detalhado de um dos setores mais estratégicos do estado. Com um questionário abrangente, a iniciativa busca entender a realidade de 4.117 famílias integrantes do Programa Estadual de Agroindústrias Familiares (Peaf).

🎯 Objetivos do Mapeamento

O levantamento pretende identificar os gargalos que impedem o crescimento dos empreendimentos, abordando temas críticos como:

  • Infraestrutura e Logística: Problemas como a falta de energia trifásica.

  • Comercialização: Análise de marcas, design, selos de qualidade e canais de venda.

  • Sucessão e Juventude: O papel da nova geração na gestão e inovação.

  • Sustentabilidade: Origem das matérias-primas e práticas de produção.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o uso de tecnologia na coleta de dados permitirá padronizar informações socioeconômicas, otimizando a aplicação de recursos públicos e o direcionamento de políticas de apoio.


🚜 Histórias que Movem o Rio Grande

O censo reflete a diversidade do setor, onde cada propriedade guarda uma história única:

  • Produtos Lilien (Picada Café): O casal Clarice e Roberto transformou a produção de leite em uma agroindústria especializada em chás orgânicos, geleias e biscoitos diet. A marca, que hoje conta com 200 espécies cultivadas, demonstra como a diversificação pode mudar o rumo de uma propriedade familiar.

  • Produtos Coloniais Sobucki (Sete de Setembro): Sob o comando da segunda geração, Leticia e Dionatan trouxeram inovações como caldas para drinques e sabores inusitados de chimias. O desafio agora é superar barreiras de infraestrutura energética para continuar crescendo.

  • Panificadora Melo (Liberato Salzano): Em seu primeiro ano, a empreendedora Cleonice Cabral de Melo busca canais de venda além da zona rural. O principal obstáculo atual é o acesso a crédito, dificultado pelo fato de o cadastro estar em nome de pessoa física (CPF) e não jurídica (CNPJ).

  • Embutidos Araldi (Sarandi): Com 20 anos de tradição e premiações nacionais, a marca enfrenta a escassez de mão de obra. O fundador Olivar Araldi aponta que, apesar da qualidade reconhecida, os altos custos de manutenção (como análises laboratoriais obrigatórias) e a falta de apoio governamental limitam a expansão.

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