⚖️ Escândalo no INSS: PF aponta que ex-presidente recebeu R$ 4 milhões em propina

 


Um novo desdobramento da Operação Sem Desconto, agora batizado de Operação Indébito, revelou detalhes alarmantes sobre a corrupção na cúpula do INSS. Segundo investigações da Polícia Federal analisadas pelo ministro André Mendonça (STF), o ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, teria recebido cerca de R$ 4 milhões de uma organização criminosa.

Os repasses teriam ocorrido entre abril de 2024 e janeiro de 2025, período em que o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões estava a pleno vapor.


🕸️ A Rota do Dinheiro e a Cúpula Envolvida

A investigação detalha como o dinheiro saía das fraudes e chegava aos gestores públicos:

  • A Origem: Os valores partiam de contas da advogada Cecília Rodrigues Mota, apontada como uma das líderes do esquema.

  • O Intermediário: O pagamento a Stefanutto teria sido viabilizado pelo escritório de Eric Douglas Martins Fidélis.

  • Conexão Interna: Eric é filho de André Paulo Félix Fidélis, então Diretor de Benefícios do INSS. Foi André quem assinou os acordos que permitiram às associações fantasmas aplicar os descontos nos contracheques dos idosos.

O esquema também contava com o apoio de Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, que teria atuado no desbloqueio em massa de benefícios para facilitar as deduções.


🏛️ O Envolvimento Político: Deputada Maria Gorete (MDB-CE)

A deputada federal Maria Gorete Pereira é citada como peça-chave na articulação política. Segundo a PF, ela mantinha contato direto com Stefanutto para acelerar a ativação das entidades associativas.

A Defesa: Em nota, a parlamentar negou qualquer ilícito, afirmando que sua trajetória de 40 anos é pautada pela integridade e que confia no devido processo legal.


💸 Como Funcionava a Fraude Bilionária

O golpe era cruel e sistemático:

  1. Filiações Falsas: O grupo criava associações e filiava aposentados sem autorização.

  2. Descontos Automáticos: Valores eram subtraídos diretamente dos benefícios de pessoas vulneráveis.

  3. Lavagem de Dinheiro: O montante, que pode chegar a centenas de milhões de reais, era lavado através de escritórios de advocacia e compras de itens de luxo, incluindo jatinhos.


🚨 A Operação Indébito

Deflagrada nesta terça-feira (17), a operação cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e prisões no Distrito Federal e no Ceará. Os envolvidos podem responder por:

  • Organização criminosa;

  • Estelionato previdenciário;

  • Lavagem de dinheiro;

  • Inserção de dados falsos em sistemas públicos.

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