Sentença no STF: Deputados do PL pegam até 6 anos de prisão por propina em emendas; Câmara decidirá sobre mandatos

 


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta terça-feira (17), as punições para dois deputados federais e um suplente do partido PL. Eles foram condenados por exigir R$ 1,6 milhão em propina para liberar verbas de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA), entre janeiro e agosto de 2020.

Confira os detalhes das sentenças e o que acontece agora com os mandatos:


📝 As Penas Aplicadas

Todos os condenados deverão cumprir a pena inicialmente em regime semiaberto:

  • Josimar Maranhãozinho (PL-MA): 6 anos e 5 meses de prisão.

  • Pastor Gil (PL-MA): 5 anos e 6 meses de prisão.

  • Bosco Costa (Suplente, PL-SE): 5 anos de prisão.

Além da reclusão, o grupo foi condenado a pagar, solidariamente, uma indenização de R$ 1,6 milhão por danos morais coletivos.


🏛️ Perda de Mandato: Decisão nas Mãos da Câmara

Embora a condenação criminal geralmente leve à perda automática do cargo, o STF abriu um precedente neste caso:

  1. Análise de Compatibilidade: Caberá à Câmara dos Deputados decidir se o regime semiaberto é compatível com o exercício do mandato parlamentar.

  2. Prazo: Essa análise só ocorrerá após o trânsito em julgado (quando não houver mais possibilidade de recursos).


🚫 Inelegibilidade e Defesa

  • Lei da Ficha Limpa: Os condenados ficarão proibidos de disputar eleições por 8 anos, prazo que começa a contar somente após o cumprimento total da pena de prisão.

  • O que dizem as defesas: Os advogados negam as acusações, alegam ilegalidades na coleta de provas digitais pela Polícia Federal e afirmam que os recursos citados não têm origem em emendas parlamentares. Além disso, argumentam que os deputados sequer possuíam bases eleitorais ou relações políticas com o prefeito da cidade envolvida na época.

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