O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar (48) e de seus pais, Isail e Dalmira Aguiar (69 e 70), ocorrido no final de janeiro em Cachoeirinha, segue mobilizando a Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias (IGP). O principal suspeito, o soldado da Brigada Militar Cristiano Domingues Francisco (39), permanece preso temporariamente no Batalhão de Polícia de Guarda (BPG), em Porto Alegre.
Cristiano, que nega qualquer envolvimento no crime, foi visitado no último sábado por sua atual esposa, Milena Ruppenthal Domingues. Durante o encontro, o PM teria demonstrado emoção ao tratar da saudade do filho, cuja visitação sofre restrições pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
🔍 A Linha de Investigação: Disputa Familiar
A 2ª DP de Cachoeirinha trabalha com a hipótese de que uma rivalidade familiar e disputas pela guarda do filho de Cristiano e Silvana tenham sido a motivação do crime.
Conflito Recente: Quinze dias antes de sumir, Silvana havia acionado o Conselho Tutelar alegando que o ex-marido desrespeitava a dieta de intolerância à lactose da criança — fato negado pela defesa do PM.
Guarda: Atualmente, o menino está sob os cuidados da avó paterna.
🐕 Buscas Intensificadas em Gravataí
O foco das diligências deslocou-se para a área rural de Gravataí, após rastreios tecnológicos indicarem sinais do celular de Silvana na região.
Varredura com Cães: Policiais civis e bombeiros militares, com o auxílio de cães farejadores da raça Pastor Belga Malinois, revistaram propriedades particulares no bairro Costa Verde (Costa do Ipiranga).
Terreno Inóspito: Uma das áreas vistoriadas apresenta alto risco devido à presença de dutos de alta tensão enterrados, o que dificulta escavações sem autorização técnica.
📱 O Rastro Tecnológico
Laudos do IGP revelaram dados cruciais sobre o paradeiro dos aparelhos eletrônicos:
Sinal Detectado: O celular de Silvana emitiu sinal na zona rural de Gravataí no dia 2 de fevereiro, oito dias após o desaparecimento. Naquela data, Cristiano constava na escala de serviço em Canoas (15º BPM).
Aparelho Encontrado: O telefone foi localizado sob uma pedra em Cachoeirinha no dia 7 de fevereiro, após uma denúncia anônima.
[Image showing police search operations with sniffer dogs in rural areas]

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