Lula na Colômbia: Presidente ataca 'passividade' da ONU e alerta para cobiça estrangeira sobre riquezas do Brasil

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso contundente neste sábado (21), durante a cúpula Celac-África na Colômbia. O mandatário brasileiro alertou para o risco de interferências estrangeiras na soberania da América Latina e da África, chegando a afirmar que há uma tentativa de "nos colonizar outra vez".

Lula demonstrou forte indignação com o que chamou de "passividade" das Nações Unidas diante dos conflitos globais, citando a incapacidade do Conselho de Segurança em encerrar as guerras em Gaza e na Ucrânia.


⚠️ Soberania e Minerais Críticos

Sem citar nomes diretamente, o presidente vinculou o interesse estrangeiro às vastas reservas de minerais críticos da região — essenciais para a tecnologia global. Vale lembrar que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo.

  • Recado às Potências: Lula criticou a busca por "donos" das riquezas naturais latino-americanas e defendeu a integridade territorial.

  • Cooperação Sul-Sul: O petista defendeu uma maior união na área de defesa entre países da América Latina e nações africanas, como a África do Sul, para prevenir ações externas.


🇺🇸 Tensão Diplomática com Washington

O discurso ocorre em um momento de relação estremecida com a Casa Branca sob a gestão de Donald Trump. Lula reforçou críticas às recentes ações militares dos EUA:

  • Venezuela e Irã: O presidente classificou como "não democrática" a captura de Nicolás Maduro em janeiro e criticou a ofensiva americana que desencadeou o conflito no Oriente Médio.

  • Operações Navais: Condenou os ataques contra supostas embarcações de narcotráfico no Pacífico e Caribe, que resultaram em mais de 150 mortes desde setembro.


🗳️ Impacto na Política Interna

As declarações de Lula em solo colombiano reforçam sua estratégia de liderança no "Sul Global", contrastando com a agenda da oposição no Brasil. Recentemente, o governo tem focado em diversificar parceiros comerciais para reduzir a dependência de potências que mantêm posturas intervencionistas.

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