A Corte de Apelação de Roma autorizou, nesta quinta-feira (26), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. No entanto, a vinda da ex-parlamentar não será imediata. A defesa já confirmou que irá recorrer à Corte de Cassação (instância máxima da Itália), o que pode arrastar o desfecho jurídico por meses ou até dois anos.
Zambelli está presa em solo italiano desde julho de 2025, após ter fugido do Brasil após suas condenações no Supremo Tribunal Federal (STF).
⏳ Os Próximos Passos do Imbróglio Jurídico
Especialistas em direito internacional apontam três cenários possíveis para o tempo de tramitação:
Sem Recurso: A extradição ocorreria em poucas semanas (cenário já descartado pela defesa).
Recurso Negado Rapidamente: Se a Corte de Cassação rejeitar o pedido liminarmente, o processo encerra em 4 a 6 meses.
Análise de Mérito: Caso o tribunal superior aceite revisar o caso detalhadamente, a decisão final pode demorar até 2 anos.
A Palavra Final: Mesmo após todas as fases judiciais, a última canetada cabe ao Ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que decidirá politicamente pela entrega ou não da ex-deputada.
⛓️ Como será o retorno ao Brasil?
Se a extradição for confirmada ao fim do processo:
A Justiça italiana comunica a Embaixada Brasileira e a Interpol.
Zambelli será escoltada por agentes internacionais em um voo comercial, algemada, até os aeroportos de Guarulhos (SP) ou Galeão (RJ).
No desembarque, ela será entregue imediatamente à Polícia Federal para cumprir suas penas.
📂 Relembre as Condenações no STF
A ex-deputada acumula penas que somam mais de 15 anos de reclusão:
10 anos de prisão: Por invasão aos sistemas do CNJ e falsidade ideológica (caso que envolveu o hacker Walter Delgatti para inserir um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes).
5 anos e 3 meses: Por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, referente ao episódio em que perseguiu um homem armada em São Paulo, às vésperas das eleições de 2022.

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