Sexta-feira tem muito sol e calor no RS
O sol predomina no Rio Grande do Sul nesta sexta-feira, com amplos períodos de céu claro na maior parte das cidades. Algumas nuvens aparecem especialmente no Sul e no Alto Uruguai. No fim do dia, não se descarta instabilidade isolada no Norte do Estado, próximo à divisa com Santa Catarina.
Segundo a MetSul Meteorologia, apesar do amanhecer ameno e até um pouco frio para novembro em alguns municípios, a chegada de ar mais quente provoca elevação acentuada das temperaturas. A tarde será quente na maioria das regiões, com calor mais intenso no Noroeste gaúcho.
A previsão de tempo mais firme vem após uma sequência de tempestades que provocou mortes e destruição no Sul do Brasil. A passagem de uma linha de instabilidade deixou quatro mortos — dois em Santa Catarina e dois no Rio Grande do Sul, em Sagrada Família e Cacique Doble. Também foram confirmados tornados em Chapecó e Xanxerê, em Santa Catarina, e no Norte gaúcho, em Erval Grande, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul.
Para o fim de semana, com a chegada de uma massa de ar frio, a tendência é de vários dias com menor risco de tempestades no RS. Conforme a MetSul, o perigo de tempo severo deve se concentrar principalmente no Paraná e no Sudeste do País.
A derrota de Trump: o recado das urnas nas midterms dos EUA
As eleições de meio de mandato desta terça-feira, nos Estados Unidos, representaram um importante revés político para Donald Trump. O eleitorado aproveitou a renovação do Congresso e a escolha de governadores para manifestar descontentamento com os rumos do governo, especialmente diante do aumento do custo de vida, da inflação e dos preços da energia e dos combustíveis. O resultado também mostrou os limites da estratégia política do presidente e a dificuldade de transformar popularidade em apoio parlamentar.
Mais que uma disputa entre republicanos e democratas, a votação foi uma avaliação dos dois primeiros anos do atual mandato. A perda de espaço no Congresso reduz a capacidade de Trump de aprovar sua agenda e abre uma nova etapa de disputas entre a Casa Branca e o Legislativo.
NÚMEROS
Na Câmara dos Representantes, os democratas conquistaram 228 cadeiras contra 139 dos republicanos, com 68 disputas ainda sem definição na atualização desta quarta-feira. No Senado, passaram a contar com 54 parlamentares, incluindo dois independentes que integram sua bancada, contra 44 republicanos. Duas disputas ainda estavam em aberto. A mudança é expressiva: os republicanos controlavam as duas Casas antes da votação. Na eleição para governadores, os democratas também avançaram: 28 governos estaduais contra 20 republicanos, considerando os resultados já anunciados.
ECONOMIA
A insatisfação econômica foi determinante. O aumento do custo de vida, a inflação persistente e a alta dos combustíveis e da energia pesaram no voto. Também contribuíram as consequências da guerra com o Irã e os efeitos das tarifas comerciais impostas por Trump. Pesquisas de boca de urna indicaram que metade dos eleitores encarava a votação como uma oportunidade de manifestar oposição ao presidente. Cerca de 70% defenderam que o Congresso exerça maior controle sobre o Poder Executivo. O resultado mostrou que a mobilização política de Trump não foi suficiente para neutralizar as preocupações cotidianas da população.
CONGRESSO
A partir de janeiro, quando os novos parlamentares assumirem, Trump terá de governar com um Congresso controlado pela oposição. Os democratas poderão bloquear projetos, dificultar a aprovação de indicações para cargos importantes e abrir investigações sobre decisões do governo, negócios da família presidencial e condução da política externa. A Câmara poderá também iniciar processos de impeachment, embora uma eventual condenação dependa de dois terços dos votos do Senado. Trump já sinalizou disposição para negociar, mas ameaçou vetar projetos que considerar inaceitáveis. Os próximos dois anos, portanto, deverão ser marcados por confrontos institucionais e negociações difíceis.
A eleição também elegeu representantes de minorias, como a democrata Keisha Lance Bottoms, 56, para o governo da Geórgia — a primeira mulher negra a ser eleita governadora. E o primeiro senador muçulmano, Abdul El-Sayed, eleito por Michigan. A lista poderia ir além.
EXTERIOR
Na política externa, a derrota poderá limitar a liberdade de ação presidencial, sobretudo em questões que dependam de recursos, legislação ou aprovação parlamentar. A guerra com o Irã e a política comercial estarão entre os principais assuntos sujeitos a questionamentos. Entretanto, não se deve imaginar uma mudança automática na orientação internacional dos Estados Unidos: o presidente conserva importantes prerrogativas diplomáticas e militares. Trump poderá, inclusive, tentar concentrar esforços no exterior para compensar as dificuldades internas.
Para o Brasil, abre-se uma oportunidade de diálogo com parlamentares democratas e republicanos contrários ao uso de tarifas e sanções como instrumentos de pressão política. A mudança de maioria poderá ampliar a fiscalização sobre as medidas adotadas contra Brasília e criar espaço para discutir as barreiras comerciais. Mas não significa que as tarifas serão suspensas imediatamente.

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