No sufoco e no Beira-Rio: Alerrandro marca nos acréscimos e Inter bate o Coritiba por 1 a 0
Não foi bonito, mas valeu demais. Jogando em casa e precisando vencer a qualquer custo, o Inter conquistou uma vitória fundamental na noite de ontem no Beira-Rio: 1 a 0 sobre o Coritiba, com gol de Alerrandro de pênalti aos 48 minutos do segundo tempo.
O gol, marcado depois de um pênalti cometido justamente por um ex-colorado, Rodrigo Moledo, mantém o Colorado vivo na luta contra o rebaixamento. Ainda tem muito chão pela frente para sair do Z-4, mas os três pontos dão fôlego e aliviam a pressão. O Inter agora só volta a campo no dia 19 de novembro, contra o Vasco, em São Januário, e terá tempo para respirar e corrigir os problemas.
Sem Alan Patrick, lesionado, o técnico Eduardo Baptista surpreendeu ao escalar Carbonero no meio. Sem seu principal criador, o time sofreu para criar, tropeçou na própria desorganização e viu o Coritiba começar melhor.
A primeira grande chance foi dos paranaenses. Aos 16, Pedro Rocha fez boa jogada pela direita, tabelou com Josué e finalizou fraco para defesa tranquila de Kauan Jesus.
O Inter só acordou aos 33. Bruno Gomes cruzou, Matheus Bahia subiu bem e cabeceou forte, obrigando Morisco a fazer uma grande defesa. Três minutos depois, susto: Breno Lopes chegou a balançar a rede para o Coritiba, mas o gol foi anulado por impedimento.
Na volta do intervalo, o Colorado veio mais agressivo. Aos 6, Alerrandro finalizou dentro da área e parou no goleiro. Aos 15, foi a vez de Carbonero limpar a marcação e bater forte, para nova defesa de Morisco.
Mesmo com mudanças ofensivas de Baptista, o Inter seguia sem transformar a necessidade em chance clara. Até que, aos 46, o VAR chamou: possível pênalti de Rodrigo Moledo. O árbitro foi ver e marcou.
Aos 48, Alerrandro pegou a bola, manteve a calma e bateu com perfeição para fazer o único gol do jogo e explodir o Beira-Rio com 36.412 torcedores (33.507 pagantes).
Ficha técnica - Brasileirão 34ª rodada
Inter (1): Kauan Jesus; Bruno Gomes (Ronaldo), Mercado e Juninho; Aguirre (Calebe), Villagra, Thiago Maia (Bruno Henrique) e Matheus Bahia (Bernabei); Vitinho, Carbonero (Bezerra) e Alerrandro. Técnico: Eduardo Baptista.
Coritiba (0): Pedro Morisco; Tinga, Tiago Cóser, Thiago Santos (Richard) e Bruno Melo; Jacy (Moledo), Josué, Gómez e Nícolás Fonseca (Vini Paulista); Breno Lopes (Lavega) e Pedro Rocha (Bustos). Técnico: Guilherme Bossle.
Gol: Alerrandro, aos 48' do 2º tempo. Arbitragem: Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA), auxiliado por Nailton Junior de Sousa Oliveira e Acacio Menezes Leao. VAR: Caio Max Augusto Vieira. Renda: R$ 1.514.667,00.
Alerrandro chama a responsabilidade no sufoco: “Estou feliz por fazer o gol que nos deu a vitória”
"Estou feliz por fazer o gol que nos deu a vitória."
A frase simples de Alerrandro diz tudo sobre o peso da noite desta terça-feira no Beira-Rio. Em um estádio tomado pela tensão, com o Inter precisando vencer a qualquer custo para seguir vivo contra o rebaixamento, foi ele quem pegou a bola aos 48 do segundo tempo, assumiu o pênalti e garantiu o 1 a 0 sobre o Coritiba.
O gol, que fez 36 mil colorados explodirem de alívio, não estava combinado para ser dele. Com Alan Patrick fora, lesionado, a primeira opção costuma ser Bruno Henrique. Mas, como o próprio atacante contou, o técnico Eduardo Baptista cobra que todos treinem pênaltis sempre. Na hora H, a vez foi dele.
"Quando o Alan Patrick não está em campo, é o Bruno Henrique. Mas o técnico me cobra para treinar sempre. E hoje era eu. Estou feliz por fazer o gol que nos deu a vitória", afirmou.
Alerrandro também não fugiu das críticas que vinha recebendo pelas atuações anteriores. Com tranquilidade, respondeu de forma direta.
"Sou muito tranquilo. Eu sei quando erro. E sei quando vou bem. Mas vou continuar sendo o mesmo cara. Não vou rebater as críticas, pois sei a minha capacidade e sei que posso contribuir com gols e assistências", declarou.
Ele reconheceu que o jogo foi muito mais difícil do que o placar mostra. Sem Alan Patrick, o time sofreu para criar, o Coritiba marcou forte e o Inter precisou insistir até o último lance.
"Eu vou lutar ao máximo para ajudar o Inter. Mas a gente está em uma situação que cada jogo é muito difícil, muito estudado. O Coritiba nos dificultou, mas a gente soube controlar o jogo e, quando surgiu a oportunidade, conseguimos matar o jogo", avaliou.
Fundamental, a vitória dá fôlego ao Colorado na luta para permanecer na Série A. O próximo compromisso é só no dia 19 de novembro, contra o Vasco, em São Januário. Até lá, o pênalti de Alerrandro já entrou como um dos momentos mais importantes desta campanha.
Baptista exalta vitória na alma: "Hoje vencemos com a alma, tiramos um peso do tamanho do Beira-Rio"
Desde que chegou ao Inter, Eduardo Baptista tenta passar uma mensagem de confiança. Depois do 1 a 0 sofrido sobre o Coritiba, na noite desta terça-feira no Beira-Rio, ele manteve a convicção, mas foi sincero: desta vez, não foi a técnica que decidiu. Foi a entrega.
"Eu vejo o Inter muito forte nesse momento. A gente fez partidas tecnicamente melhores, mas hoje vencemos com a alma", afirmou o treinador, que chegou à terceira vitória em seis jogos — e a terceira em três jogos em casa.
Para Baptista, o time ainda precisa reencontrar o futebol bem jogado que já mostrou em outros momentos, mas a atitude vista contra o Coritiba é o caminho. Os jogadores terminaram extenuados, brigando até o último minuto.
"O Inter não desistiu. Brigou e duelou até o final. Os jogadores terminaram extenuados. Se a gente conseguir jogar com esse espírito em um dia melhor tecnicamente, é o sonho", projetou.
O técnico também fez questão de defender Carbonero, que voltou ao time titular no lugar de Alan Patrick e foi o cara do drible que ele precisava.
"Eu não largo a mão de ninguém. Tenho conversado com o Carbonero sobre a sua característica e também para ele se encaixar naquilo que precisamos. Eu disse que a oportunidade dele ia chegar. Hoje, eu precisava do cara do drible", explicou. "Ele entendendo o espírito do Inter, é mais um jogador que a gente ganha. A qualidade dele é indiscutível."
Baptista valorizou muito a força do Beira-Rio, que voltou a ser um aliado. "Temos três vitórias em três jogos no Beira-Rio. Ser respeitado em casa é o caminho para a gente sair dessa situação", destacou.
Elogiou também Alerrandro, autor do gol de pênalti aos 48 minutos, que vinha trabalhando calado e sendo cobrado nos treinos.
"O Alerrandro vem trabalhando e nos ajudando. E eu disse para ele: 'O seu gol vai sair no momento que a gente mais precisar'. Aconteceu", contou.
Mesmo com o alívio da vitória, Baptista sabe que a luta está longe do fim. Faltam quatro rodadas, quatro decisões.
"Temos mais quatro decisões e eu preciso de todo mundo. Todos precisam estar juntos para tirar o Inter dessa situação. Tiramos um peso do tamanho do Beira-Rio. Nessa semana, senti todos muito tensos. Todo mundo sabia que chegou o momento da decisão. Esse resultado foi fundamental", concluiu.
O Colorado agora ganha um respiro até o dia 19 de novembro, quando enfrenta o Vasco em São Januário.
Inter sofre até o último minuto, vence o Coritiba de pênalti e respira fora do Z-4
O Inter venceu no final. E como venceu.
Com um gol de pênalti nos acréscimos, anotado por Alerrandro — pênalti cometido justamente por Moledo, ex- Inter —, o Colorado fez 1 a 0 no Coritiba e conquistou três pontos que podem valer a sobrevivência na Série A.
Foi uma vitória para lá de sofrida. Comemorada como poucas vezes pelos mais de 35 mil colorados presentes no Beira-Rio, que empurraram o time até o minuto 59. O árbitro deu 11 minutos de acréscimo e o jogo só terminou no sufoco.
Com o resultado, o Inter acorda fora da zona de rebaixamento, mesmo que por pouco.
Armado com três zagueiros, dois alas e dois volantes, o time de Eduardo Baptista só foi pressionar para valer no segundo tempo. Antes disso, viu o Coritiba ter um gol anulado por impedimento ainda no primeiro tempo e sofreu com um nervosismo à flor da pele que nascia no campo e se espalhava pela arquibancada.
O pênalti aconteceu nos acréscimos. E Alerrandro teve coragem, personalidade e frieza para cobrar e marcar. Três pontos para lavar a alma.
Ficha técnica:
Inter: Kauan Jesus; Bruno Gomes (Ronaldo), Gabriel Mercado e Juninho; Aguirre (Thiago Maia), Villagra, Thiago Maia (Bruno Henrique) e Matheus Bahia (Bernabei); Vitinho, Carbonero (João Bezerra) e Alerrandro. Técnico: Eduardo Baptista.
Coritiba: Pedro Morisco; Tinga, Tiago Cóser, Jacy Maranhão (Rodrigo Moledo) e Bruno Melo; Thiago Santos (Richard), Sebastian Gómez, Nicolas Fonseca (Vini Paulista) e Josué; Pedro Rocha (Bustos) e Breno Lopes (Lavega). Técnico: Guila Bossle (interino).
Os números do sufoco:
Inter finalizou 19 vezes contra 6 do Coritiba, 6 no gol contra 1, 12 de dentro da área contra 3. Mesmo pressionando, faltava capricho — até o pênalti salvar.
O rodapé da tabela, que agora respira:
11. Coritiba 42
12. Mirassol 40
13. Botafogo 39
14. Vasco 38
15. Vitória 38
16. Inter 38
17. Grêmio 37
18. Corinthians 36
19. Remo 29
20. Chapecoense 21 (REBAIXADA)
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