Dirceu entrega o jogo: a estratégia para isolar a direita de verdade e ressuscitar o teatro das tesouras
Dirceu resolveu explicar a estratégia do regime em voz alta:
"…fazer disputa com a direita, isolar a extrema direita, porque nós temos que derrotar a extrema direita. Onde nós temos candidato forte [apoiamos]. Onde nós não temos, se tiver um de direita civilizada é ele. O que nós não podemos deixar é o Bolsonarismo crescer. A vida é assim, dura! Tem hora que a gente tem que fazer essas opções!"
Quem fala em "extremismo" é o homem que fez treinamento de guerrilha em Cuba, voltou ao Brasil com uma prótese no nariz implantada numa cirurgia plástica cubana e viveu quatro anos no interior do Paraná sob nome falso.
Casou-se em Cruzeiro do Oeste com Clara Becker, teve um filho com ela, e escondeu da própria mulher quem ele era até a anistia de 1979. Ela só descobriu com quem tinha se casado depois que veio a anistia.
O mesmo sujeito preso no mensalão, preso de novo na Lava Jato, e que jamais abandonou o projeto de poder que aprendeu em Havana.
É esse sujeito que vem acusar seus opositores de "extremistas"!
Perceba o que ele entrega. A estratégia é isolar e criminalizar quem faz oposição de verdade, o bolsonarismo, rebatizado de "extrema direita", e até se aliar ao que ele chama de "direita civilizada". Civilizada, no vocabulário dele, quer dizer SÓCIA.
Isso é a reedição do teatro das tesouras.
Durante duas décadas, o PSDB se vendeu como o partido de direita que se opunha ao PT. Só que o próprio Fernando Henrique anunciou, em 1988, que estava fundando um partido de "cunho socialista democrático". As duas lâminas eram do mesmo instrumento, e o instrumento cortava sempre para o mesmo lado.
A farsa ficou escancarada quando Alckmin, "opositor" de Lula por vinte anos, virou o vice dele.
Agora Dirceu procura a segunda lâmina de novo, e faz isso sem constrangimento nenhum, porque sabe que há muitos interessados na função.
O convite à "direita civilizada" não é uma trégua nem um gesto de moderação. É uma proposta de sociedade, e a parte que cabe ao sócio é a de segunda lâmina. Quem aceitar não vai domesticar o regime. Vai fechar a tesoura no povo brasileiro.
Vídeo de Leandro Ruschel

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